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MARIANA, MINAS GERAIS - Foi a primeira vila, a primeira capital e a cidade mais rica das Minas Gerais - Berço da religiosidade mineira




CONHEÇA A CIDADE DE "MARIANA", MINAS GERAIS, BRASIL
Foi a primeira vila de Minas Gerais, a primeira capital do estado e a cidade mais rica do Ciclo do Ouro. Ao longo do tempo, Mariana perdeu espaço para Ouro Preto, mas ainda atrai turistas graças ao casario colonial, às igrejas e aos artesãos. Para contratar guias, vá até a Agturb, ramo local da Associação de Guias Turísticos do Brasil no Terminal Turístico (Praça Tancredo Neves, s/nº; 31/3557-1158; todos os dias).
COMO CHEGAR
Seja da capital mineira ou do Rio de Janeiro, o caminho é pela BR-040. Quem vem de Belo Horizonte deve seguir pela rodovia até a Lagoa dos Ingleses, onde começa a Rodovia dos Inconfidentes (BR-356). Com traçado bem sinuoso pela serra, a rodovia cruza Itabirito e Ouro Preto, antes de chegar a Mariana. Pelo Rio de Janeiro, o motorista deve seguir pela BR-040 até Conselheiro Lafaiete. A partir daí, pegue a MG-129 que termina em Ouro Preto, passando antes por Ouro Branco.
COMO CIRCULAR
Conhecer as principais atrações de Mariana não requer dificuldade. O melhor é deixar o carro parado e circular a pé pelo Centro Histórico. Pegue o automóvel apenas para conhecer a Igreja Basílica de São Pedro dos Clérigos, no alto do Centro Histórico, e a Mina de Ouro da Passagem, na saída para Ouro Preto.
ONDE COMER
Comida Típica - Pode-se dizer que cada receita mineira tem certo sabor de história: algumas remontam à época dos escravos, outras remetem ao Ciclo do Ouro, tudo isso temperado com influências indígenas, portuguesas e africanas. O feijão de tropeiro, mistura de feijão cozido, farinha de mandioca e linguiça, era a alimentação básica dos tropeiros que transportavam mercadorias em lombo de burro.
A galinha caipira com quiabo e angu, herança indígena, era usada para alimentar os escravos. A lista atual de delícias segue quase interminável: tutu de feijão, frango ao molho pardo (preparado com o sangue da ave), frango com ora-pro-nóbis (folha de uma trepadeira típica) e frango com quiabo (em geral, refogados na banha de porco).
Os acompanhamentos clássicos são torresmo (pele de porco frita), couve e angu (mistura de fubá com água). Ideal para os dias frios, o bambá de couve é feito com caldo de carne engrossado com fubá e leva couve rasgada, ovos e linguiça. Os doces caseiros (de leite, goiaba, abóbora ou mamão) costumam fazer par com uma fatia de queijo branco.
foto - PMM
Mariana – O primeiro nome de Minas
foto - PMM
Sede da Capitania de São Paulo e das Minas do Ouro (1709), primeira Vila (1711) com a primeira Câmara Municipal, primeira Cidade (1745) e primeiro Bispado (1745) da Capitania das Minas Gerais (desmembrada em 1720), entre muitos outros pioneirismos históricos e cívicos, Mariana é a Cidade Matriz de Minas.
foto - PMM
Ao visitante, propicia um mergulho na historia de Minas e do Brasil pela contemplação e convivência com monumentos civis e religiosos, exemplares da arquitetura luso-brasileira, que abrigam obras de ornamentação em talhas, esculturas e pinturas e mobiliário originários dos séculos XVIII e XIX. Todas elas produzidas sob a inspiração do barroco português e pelas expressões singulares de seus artífices e construtores, resultantes do esplendor artístico do Ciclo do Ouro.
foto - PMM
fotos acima são da Prefeitura Municipal
BEM VINDO A BELA CIDADE DE MARIANA. A PRIMEIRA CAPITAL DAS MINAS GERAIS
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População estimada 2016 (1) - 59.343
Área da unidade territorial 2015 (km²) - 1.194,208
Densidade demográfica 2010 (hab/km²) - 45,40
Código do Município 3140001
Gentílico - marianense
ORIGEM DO NOME
A Carta Régia de 23 de abril de 1745, expedida por dom João V, elevou a vila à categoria de cidade, com o nome de Mariana, em homenagem à rainha dona Maria Ana d'Áustria. Mariana foi a primeira vila de Minas Gerais e a primeira localidade da capitania a receber foros de cidade.
Gentílico: marianense
HISTÓRICO
Mariana, primitivamente Ribeirão do Carmo, foi a primeira entre as cidades surgidas por efeito das expedições de bandeirantes paulistas, que a partir da última década do século XVII, demandaram as Minas Gerais. E foi também, no dizer do historiador Diogo de Vasconcelos, o centro de onde se irradiou a conquista definitivamente do território.
Partindo de Itaverava, ponto do qual os bandeirantes vindos de Taubaté prosseguiam como em última arrancada para atingir o ribeirão do Tripuí, desde 1691 vinha sendo procurado por outros sertanistas, Salvador Fernandes de Mendonça, em companhia de Miguel Garcia da Cunha e outros bandeirantes, acampou a 16 de julho, nas margens do ribeirão do Carmo, assim chamado por ser aquele o dia consagrado no calendário cristão à festa da Santíssima Virgem. Verificaram ser o ribeirão riquíssimo em aluviões auríferas, com a mesma formação dos granitos cor de aço que tornaram famoso o Tripuí, onde surgiria Ouro Preto.
Tomando posse de ribeirão do Carmo e nele iniciando a mineração, mandou Salvador Fernandes levantar as primeiras cabanas ao longo da praia, hoje chamada do Mata-Cavalos, bem assim a capela que foi dedicada inicialmente ao menino Jesus, sendo mudada a invocação sucessivamente para Nossa Senhora do Bom Sucesso e Nossa Senhora da Assunção, nela oficiando a primeira missa o Capelão da comitiva, padre Francisco Lopes Gonçalves. Regressou depois disso a São Paulo, de onde retornou, em 1699, em companhia do guarda-mor Garcia Rodrigues, para a medição e distribuição dos descobertos, o que foi feito, começando-se pelo de Miguel Garcia, no ribeirão que antes já havia encontrado e no qual fundou o arraial da Vargem, e seguindo-se no ribeirão do Carmo, onde foi feita a meditação em nome de Manoel Garcia de Almeida.
Outros povoados vieram depois, e novos arraiais foram surgindo, tais como o de Camargos, fundado por Tomaz Lopes de Camargo e seus irmãos, que abandonaram suas lavras em Ouro Preto; Cachoeira do Brumado, por João Pedroso; São Sebastião, por Sebastião Fagundes Varela; Furquim, e Bento Pires, que recebeu o nome do sue próprio fundador. Alastrou-se em pouco tempo por toda a área do ribeirão do Carmo a faixa intensa da mineração, o mesmo acontecendo logo em seguida em Ouro Preto, descoberto por Antônio Dias e outros bandeirantes. Para os dois centros, quase unidos pela curta distância que os separa, passaram a convergir levas e mais levas de imigrantes vindos de São Paulo, Rio de Janeiro e outros pontos, determinando o rápido crescimento das respectivas populações.
AQUI A ESTAÇÃO FERROVIÁRIA
foto - Roberta Soriano
foto - Roberta Soriano
MUSEU ARQUIDIOCESANO
Berço da religiosidade mineira, Mariana tem neste museu um fabuloso acervo de objetos utilizados no cerimonial religioso. São esculturas, prataria, mobiliário, jóias, vestimentas, pinturas... Possui obras atribuídas a Aleijadinho e Manuel da Costa Ataíde. O prédio é de 1770 e funcionava como Casa Capitular, lugar das reuniões dos cônegos. Segundo alguns historiadores, no andar térreo funcionou um Aljube, espécie de prisão para eclesiásticos.
foto - Roberta Soriano
SEDE DO PODER LEGISLATIVO - CÂMARA DE VEREADORES
No local existiu o quartel dos Dragões, guarda que servia aos governadores da capitania. Lá depois foi construído - na segunda metade do século XVIII - um imponente prédio, onde foi instalada a Câmara, tendo na frente um pelourinho. Medidas como estas estavam entre as primeiras providências tomadas pela Metrópole para ordenar e regulamentar importantes espaços públicos. Em seu andar térreo funcionava a cadeia.
foto -  Tiago Soares
foto - Wikipédia
COLÉGIO DA PROVIDÊNCIA
foto - Roberta Soriano
PELOURINHO
Estas construções serviam como Marcos de Jurisdição. Neles eram castigados os infratores. O pelourinho original de Mariana foi executado por José Moreira Matos em 1750 e demolido em 1871. O atual foi construído na década de 1970. Tem no alto um globo simbolizando as conquistas marítimas portuguesas. O braço esquerdo sustenta uma balança, representando a justiça. O direito segura uma espada, ou seja, a condenação. Ao centro está o Brasão Português.
foto -   Antônio de Andrade
CHAFARIZ SÃO FRANCISCO
Sólida construção bem ao lado da Praça Gomes Freire, antigo reduto da elite marianense. Vizinho a ele está a casa que pertenceu ao Conde de Assumar e depois ao primeiro bispo de Mariana. Sua arquitetura bem trabalhada denota sua importância, simbolizada também pela coroa e brasão esculpidos no frontão.
foto - Roberta Soriano
CHAFARIZ SÃO PEDRO
foto - Roberta Soriano
MINA DA PASSAGEM
O que se lê nos livros sobre a exploração do ouro em Minas Gerais pode ser visualizado na Mina da Passagem. Visitá-la é como viajar pela história, vivenciando a saga e a sina perigosa dos homens que procuravam pelo ouro no interior das montanhas mineiras. Só desta mina foram retiradas aproximadamente 35 toneladas do precioso metal, desde o início de suas atividades, na primeira metade do século XIX, até 1984. Possui amplos salões, 30 quilômetros de túneis e lagos subterrâneos de águas cristalinas, onde é praticado o mergulho em caverna. Um pequeno trolley (espécie de vagão com bancos), usado pelos mineiros na época da exploração do ouro, leva o turista a mais de 120 metros de profundidade.
Localização: Distrito de Passagem de Mariana, a quatro quilômetros da cidade
Visitas guiadas: preços sob consulta. Preço especial para grupos.
Horário: diariamente, de 09:00 às 17:30h
Obs: preços e horário sujeitos a mudanças inesperadas
Contato: (0xx31) 3557-5000
foto -  PMM
foto - PMM
IGREJA DE SÃO PEDRO DOS CLÉRIGOS, ALTAR E LATERAL
É bem perceptível a influência italiana nessa igreja da segunda metade do século XVIII. O traçado poligonal e ovalado marcam bem esta característica. Não se sabe quem foi o autor e executor do projeto. Suas obras permaneceram paralisadas por mais de um século. O exterior é imponente e se encaixa perfeitamente no conjunto paisagístico ao seu redor. O interior é bem simples e teve seu acervo de artes sacras transferido para o Museu Arquidiocesano. Merece destaque o altar-mor em cedro e um dos maiores santos-do-pau-oco de Minas. Da torre se tem uma bela vista de Mariana. A subida é permitida.
foto -  Antônio de Andrade
foto - Roberta Soriano
foto -  Tiago Soares
IGREJA DE NOSSA SENHORA DO CARMO E INTERIOR
foto - Roberta Soriano
foto - Roberta Soriano
IGREJA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO
Uma das mais belas da cidade. Começou a ser construída em 1752, pela irmandade dos negros, sob a invocação de Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e Santa Efigênia. De 1823 a 1826, Mestre Ataíde fez as pinturas e o douramento do altar-mor e altares laterais. Também participou da ornamentação o artista Francisco Vieira Servas.
foto -  Geraldo Salomão
CAPELA DO SEMINÁRIO
foto -  Tiago Soares
CAPELA SÃO JORGE E MERCADO AO LADO
foto - Roberta Soriano
CATEDRAL BASÍLICA DA SÉ DE NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO
De arquitetura singela, bem ao estilo das primeiras construções religiosas de Minas. Faz parte do conjunto das mais ricas e importantes igrejas mineiras. Teve suas obras iniciadas no princípio do século XVIII, com o erguimento da primitiva capela de Nossa Senhora da Conceição. Depois de sucessivas ampliações foi concluída em 1760. Se por fora o prédio tem um aspecto sólido e sóbrio, por dentro impressiona pela riqueza de sua ornamentação. Mestres como Ataíde e Aleijadinho contribuíram com seu talento para dar mais fausto à decoração. Merece destaque o cadeiral dos cônegos (com pinturas de inspiração oriental), o lavabo da sacristia (atribuído a Aleijadinho) e o órgão Arp Schnitger. Os concertos na Catedral são uma atração imperdível.
foto - Roberta Soriano
foto - Roberta Soriano
foto - Roberta Soriano
IGREJA DE SANT'ANA
foto - Roberta Soriano
IGREJA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS E SEU INTERIOR
Na igreja está os restos mortais de Mestre Ataíde (sepultura 94, no chão), nascido em Mariana. São do artista as pinturas da nave e da sacristia, além das três imagens da Paixão (tabernáculo, altar-mor e altar de Santa Isabel). Os púlpitos em pedra-sabão são atribuídos a Aleijadinho, que deixou clara sua influência nas sineiras e risco da fachada. Sua construção se estendeu de 1762 a 1794 e contou com a participação do mestre de obras José Pereira Arouca.
foto - Roberta Soriano
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IGREJA DE NOSSA SENHORA DA GLÓRIA
foto - Geraldo Salomão
CENTRO CULTURAL E HISTÓRICO / CONHEÇA UM POUCO MAIS DE MARIANA
As ruas da cidade histórica de Mariana, em paralelepípedos, e a riqueza das peças artesanais de madeira entalhada e pedra sabão, além de artigos em tapeçaria, abrem as portas do barroco mineiro ao turista. Seu charme é inigualável. A apenas 10 minutos de Ouro Preto, Mariana é excelente opção de hospedagem para quem deseja conhecer o circuito do ouro afastado do grande agito da cidade vizinha. O turista encontra opções de hospedagem em hotéis no centro de Mariana, hotéis próximos à Rodoviária, pousadas diversas, e até pousadas com características rurais no raio de pouco mais de um quilômetro do centro histórico.
O turismo em Mariana se destaca pela presença de igrejas, museus e uma imponente arquitetura urbana colonial, com destaque para a Rua Direita, considerada a mais bela de Minas Gerais. Outros importantes atrativos turísticos de Mariana são a Mina da Passagem, local onde se concentrava a produção de ouro, e para os amantes do Ecoturismo, a Cachoeira da Serrinha, na Serra do Itacolomi.
São mais de 13 os Conjuntos de Monumentos Históricos de Mariana que podem ser conhecidos e visitados. E a maioria deles com visitas Guiadas e atendimento a pesquisadores.
Além da arquitetura barroca, da arte nas esculturas, talhas e pinturas, Mariana oferece também passeios pelo centro histórico, e ainda o concerto de música erudita com o órgão Arp Schnitger, realizado na Catedral da Sé, na Rua Direita. Visitando a Praça Minas Gerais o turista conhece monumentos históricos como o Pelourinho, a antiga Casa da Câmara e Cadeia, além das de Igrejas São Francisco e Nossa Senhora do Carmo.
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foto - Henrique Von Hertwing Bittencourt
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PRAÇA GOMES FREIRE
Um dos locais mais agradáveis de Mariana, cercado por casario do século XVIII. O lugar era antigamente utilizado para cavalhadas e touradas, festas religiosas e reais. Ainda existe um bebedouro para os animais, construído no governo do Conde de Assumar
foto -  Tiago Soares
foto - Roberta Soriano
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ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DO DISTRITO DE FURQUIM
foto - Wikipédia
RUA DO DISTRITO DE FURQUIM
foto - Milton Brigoline Neme
CHEGANDO / SAINDO
foto - Wikipédia
ECO ADVENTURE MARIANA
Passeios ecoturísticos a pé ou em jipes adaptados aos atrativos da Região dos inconfidentes, que abrange as cidades de Itabirito, Ouro Preto, Mariana, Catas Altas, Santa Bárbara, Acaiaca, Barra Longa e Diogo de Vasconcelos. Além de percorrer os distritos com passeios em cachoeiras, city tours, visitas aos parques ecológicos, mirantes naturais e muitos outros atrativos. Os grupos serão levados por guias especializados em Educação Ambiental e Ecoturismo.
Passeios agendados e preços sob consulta.
foto -  Geraldo Salomão
foto - Wikipédia
ESTA EH A BANDEIRA DA CIDADE DE MARIANA, MINAS GERAIS
ESTE EH O BRASÃO DO MUNICÍPIO DE MARIANA, MINAS GERAIS


APAIXONE-SE

fonte / fotos = Wikipédia / Prefeitura municipal de Mariana / Thymonthy Becker / IBGE / viajeaqui.abril.com.br /

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