sábado, 7 de janeiro de 2017

REPRESA DE FURNAS, SÃO JOSÉ DA BARRA, MINAS GERAIS - Em 1963 fecharam o túnel que criou praias, formou cânions, inundou vilarejos mudando para sempre a história de 34 cidades mineira e formando o espetacular “Mar de Minas”




CONHEÇA A "REPRESA DE FURNAS", SÃO JOSÉ DA BARRA, MINAS GERAIS, BRASIL
foto - Thymonthy Becker
No dia 9 de janeiro de 1963 o túnel que desviou o curso do rio Grande para a construção da Usina de Furnas foi fechado e as águas que formaram um dos maiores reservatórios do mundo, criou praias, formou cânions e cachoeiras inundou vilarejos e mudou para sempre a história dos 34 municípios que ficam ao longo dos 1.440 km2 de extensão do Lago de Furnas.
A sede do município de Guapé ficou praticamente submersa, o que levou à construção de uma nova sede em local definido pela população. O distrito de São José da Barra, então pertencente a Alpinópolis e emancipado em 1994, ficou integralmente debaixo das águas e deu lugar à "Nova Barra", que a pedido do padre Ubirajara Cabral, pároco local, foi construída pela Central Elétrica de Furnas na forma de um banjo.
A maioria dos municípios possuía vocação agropecuária, mas com o alagamento das áreas produtivas diversificaram suas atividades. Surgiram pequenos comércios e o turismo, ainda pouco explorado, apresenta-se hoje como opção natural para geração de renda na região.
São cerca de 260 empreendimentos turísticos, entre hotéis, pousadas e clubes náuticos, de acordo com a Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago) que movimentam a economia local, gerando empregos e impostos para os municípios.
PONTE SOBRE O RIO GRANDE
IMPOSTOS
Apenas os impostos gerados pela produção de energia na Usina de Furnas respondem pela maior parte dos recursos de cidades como São João Batista do Glória e São José da Barra que, por sediarem as instalações da usina, dividem meio a meio o ICMS pago pela Empresa.
As demais cidades também são beneficiadas e recebem, proporcionalmente à área alagada, a Compensação Financeira dos Recursos Hídricos (CFRH).
BALSAS
Como o sistema viário, composto na maior parte por estradas vicinais, também foi inundado pelo reservatório, a Empresa disponibilizou balsas à população local. Ao todo são 15 embarcações, sendo três à jusante e 12 à montante da barragem, operadas em convênio com 11 prefeituras. Além do investimento inicial, FURNAS arca com os custos de manutenção. O transporte para pedestres é gratuito, mas a renda obtida com o transporte de veículos fica integralmente para o município.
OUTROS BENEFÍCIOS
Outros benefícios diretos aos municípios, criados pela presença da Usina de Furnas, advêm da política de meio ambiente e responsabilidade social da Empresa.
A estação de Hidrobiologia e Piscicultura, implantada na década dos 70, além de produzir espécies nativas como Dourado, Trairão, Piau Três Pintas, Piracanjuba, Curimbatá e Pau Caranha, para repovoar o reservatório, faz a distribuição de Tilápias invertidas para os produtores rurais de São José da Barra.
São fornecidos cerca de 150 mil alevinos por período reprodutivo a produtores selecionados pela Emater, segundo o biólogo Paulo Sérgio Formágio. Um deles é Nelson Alves Batista, proprietário do sítio Vargem dos Pinheiros. Em 2002, ele recebeu o primeiro lote de alevinos/juvenis de Tilápia Nilótica e a orientação profissional dos técnicos da piscicultura de Furnas. Hoje ele se diz satisfeito com o resultado e com a produção de cerca de 90 toneladas/ano.
A estação também realiza o levantamento das comunidades de peixes de cada reservatório das usinas em operação no Rio Grande, Paranaíba e Paraíba do Sul e emite relatórios para órgãos ambientais, como Instituto Florestal e Ibama. Além disso, avalia a qualidade da água em termos ambientais, medindo o grau de poluição através dos níveis de fósforo e nitrogênio.
Outra atividade que beneficia diretamente os municípios vizinhos à usina é realizada pelo Horto, que produz cerca de 80 mil mudas/ano de espécies nativas cultivadas para o reflorestamento de parte da mata ciliar e destinadas à arborização das cidades banhadas pelo Lago de Furnas.
Horta e o Pomar Comunitário, recém implantado, também são projetos que fornecem alimentos para famílias carentes de comunidades próximas e entidades beneficentes.
Cercado por cânions e cachoeiras, o lago é quatro vezes maior que a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. O restaurante Empório Lagoa Azul organiza um roteiro de escuna que parte da Cachoeira Lagoa Azul, passa pelos cânions Diquada e Diquadinha, pela Gruta do Tucano e pelo Parque Ecológico Cascata, que tem trilhas, cachoeiras e infraestrutura com bar e banheiros. As mesmas atrações estão no passeio de lancha do restaurante do Turvo; o passeio de chalana que sai do mesmo local não chega à Gruta do Tucano e ao Parque Ecológico. Todos os roteiros devem ser agendados.
Curtir o Lago de Furnas é o principal mote de quem visita a cidade, seja no Condomínio Balneário Escarpas do Lago (que, apesar da portaria, é aberto a todos) ou nos hotéis próximos da MG-050. No caminho para Passos, a Trilha do Sol é um parque para quem gosta de caminhadas em meio a cânions e piscinas naturais.
O Lago de Furnas é a maior extensão de água do estado e por isso é chamado de Mar de Minas. Possui muitas praias artificiais e cânions que transformam o lago numa grande atração turística. A represa cobre uma superfície de 1440km². Atingindo 34 municípios de Minas Gerais. O lago é formado por dois "braços", um a leste e outro a sul da barragem.
Do lado leste o principal rio que deságua no lago é o Rio Grande. Do lado sul a represa é formada da junção dos rios Verde, Sapucaí, Machado, além de muitos ribeirões e córregos. O nível de armazenamento do lago é de 768 metros acima do nível do mar, com o nível máximo de 769,3 metros e o nível mínimo de operação de 750 metros. Ao longo de sua extensão, o lago exibe diversas paisagens com contornos sinuosos, por causa do "mar de morros" sobre o qual a represa foi formada.
Na região de Capitólio existem os Cânions do Lago de Furnas, que possuem cerca de 20 metros de altura com várias cachoeiras e reentrâncias que formam uma bela paisagem. Em Boa Esperança foi criado um dique que forma uma lagoa (Lagoa Encantada) para que a cidade não ficasse tão sujeita às variações do nível do lago e também para fins de paisagismo, visto que em torno desse lago foram construídas várias avenidas arborizadas. Trinta e quatro municípios foram atingidos pelo Lago de Furnas. Estes municípios, a fim de explorar turisticamente as transformações advindas da criação da represa, buscando a sustentabilidade econômica e a preservação ambiental dos municípios lindeiros banhados pelo lago, formaram a Associação dos Municípios do Lago de Furnas (ALAGO).
Segundo a Associação dos Municípios do Lago de Furnas (ALAGO): "historicamente a região guarda a memória das tribos indígenas que ali habitaram, das trilhas bandeirantes em busca de ouro, das fazendas seculares e dos quilombos rebeldes. Muito dessa história submergiu em fevereiro de 1963, quando as águas do lago subiram seu nível por sobre casas, plantações e até mesmo cidades, transformando definitivamente o lugar. Seus habitantes levaram algum tempo para reconhecer a nova paisagem e as novas possibilidades oferecidas pelo grande lago que se formara. Aos poucos, porém, em seus remansos, agradáveis pousadas, férteis pesqueiros e elegantes embarcações foram surgindo e delineando o futuro turístico do Lago de Furnas".
REPRESA DE FURNAS
foto - Thymonthy Becker
HISTÓRIA DO LAGO
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O Lago de Furnas, também conhecido como "O MAR DE MINAS", foi formado artificialmente por consequência do represamento das águas dos rios Grande e Sapucaí, entre outros.
Reservatório de grandes proporções cobre uma área de 1.440 km², quatro vezes maior que a Baia de Guanabara, e abrange 34 municípios. Destes, Capitólio se destaca por oferecer as melhores opções de serviços e infraestrutura turística.
Furnas mudou a paisagem local; cidades e matas foram inundadas, dando lugar a canyons, cachoeiras e ilhas. Uma paisagem que se recriou.
Os passeios náuticos, os esportes aquáticos, a pesca esportiva e a exuberância natural são pontos fortes da região, que abrange também parte do Parque Nacional da Serra da Canastra, onde nasce o Rio São Francisco, o "Velho Chico".
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Todos sabem que o Estado de Minas Gerais não possui um litoral para banhar suas cidades e bronzear seus mineirinhos que, defendem a terra natal com unhas e dentes, exaltando seus diversos atrativos. Marcado pelo Ciclo do Ouro, Minas Gerais tem muitas cidades centenárias que exibem ruelas de pedras e construções levantadas na época do Brasil colonial. Além do rico patrimônio histórico, as belezas naturais que não são poucas enchem de orgulho seu povo! Serras que escondem cachoeiras e rios, áreas de Mata Atlântica, vegetação de Cerrado e de Caatinga, mais de 500 grutas e cavernas e o Lago de Furnas que, não é um litoral, mas é considerado o Mar de Minas!
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Das cidades banhadas pelo Mar de Minas, Carmo do Rio Claro possui 221 km² de suas águas doces. A cerca de 380 km de Belo Horizonte a cidade situada aos pés da Serra da Tormenta é abençoada com cachoeiras e muitas áreas tomadas por natureza exuberante. No alto de uma colina, a apenas 7 minutinhos do centro da cidade mineira
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VEJA A BELEZA DA REGIÃO ONDE ESTA LOCALIZADA A REPRESA DE FURNAS, NO RIO GRANDE. TAMBÉM CONHECIDA COMO "MAR DE MINAS"
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VÍDEO DA REPRESA
O MIRANTE
foto - Thymonthy Becker
VISTA DO MIRANTE
foto - Thymonthy Becker
VISÃO MAIS ABERTA DO MIRANTE
foto - Thymonthy Becker
PANORÂMICA DO PÓS REPRESA
foto - Thymonthy Becker
RIO GRANDE PÓS REPRESA
foto - Thymonthy Becker
AS MONTANHAS DE MINAS NA REGIÃO DA REPRESA
foto - Thymonthy Becker
AVE VOANDO SOBRE A REPRESA
foto - Thymonthy Becker
PAREDÃO DO LADO DA REPRESA
foto - Thymonthy Becker
O MIRANTE
foto - Thymonthy Becker
A REPRESA VISTA DO MIRANTE
foto - Thymonthy Becker
O RETORNO DA ÁGUA AO LEITO DO RIO
foto - Thymonthy Becker
PANORÂMICA INCLUINDO A REPRESA
foto - Thymonthy Becker
AQUI EH O COMEÇO DO "MAR DE MINAS" AQUI ESTAMOS NO ALTO DAS MONTANHAS COM O LEITO DO RIO GRANDE, REPRESADO NO CÂNION
foto - Thymonthy Becker
AS MAQUINAS DA REPRESA
foto - Thymonthy Becker
UM HOTEL PARA TURISMO ECOLÓGICO NA REGIÃO DA REPRESA NO MEIO DO ABISMO
foto - Thymonthy Becker
PARTE DO LAGO DE FURNAS
foto - Thymonthy Becker
OUTRA VISÃO DO LAGO
foto - Thymonthy Becker
HOTEL FAZENDA QUE ESTÁ NO FUNDO DE UM DOS MUITOS CÂNIONS DA REGIÃO DE FURNAS
foto - Thymonthy Becker
PARTE DESTE MAR MINEIRO
foto - Thymonthy Becker
AQUI AFASTADO UNS 10 QUILÔMETROS DA REPRESA
foto - Thymonthy Becker
PARTE DO MAR DE MINAS
foto - Thymonthy Becker
POR TRÁS DA REPRESA
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SEGUNDO LENDA DO LOCAL, UM SURFISTA TERIA MORRIDO NAQUELAS ÁGUAS DE FURNAS, MAIS PRECISAMENTE, PRÓXIMO A ESTE LOCAL.
DIZEM QUE ELE, COSTUMA APARECER COM SUA PRANCHA, A NOITE.
O FATO ESTRANHO, FOI MEU CELULAR TER CAPTADO A PRANCHA DE SURF FANTASMA. MAS NÃO CONSEGUI CAPTAR O SURFISTA FANTASMA.


Fonte / Fotos =  Thymonthy Becker / furnas.com.br / IBGE / Google / 

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