Pular para o conteúdo principal

MONTE RORAIMA, UIRAMUTÃ, RORAIMA - Descoberto apenas no século XIX, o monte Roraima foi escalado pela primeira vez em 1884, por uma expedição britânica chefiada por Everard Ferdinand im Thurn. Entretanto, apesar das diversas expedições posteriores, sua fauna, flora e geologia permanecem largamente desconhecidas. A história de uma dessas incursões inspirou sir Arthur Conan Doyle a escrever o livro O Mundo Perdido, em 1912. Com o desenvolvimento do turismo na região, especialmente a partir da década de 1980, o monte Roraima tornou-se um dos destinos mais populares para os praticantes de trekking, devido ao ambiente singular e às condições relativamente fáceis de acesso e escalada.




CONHEÇA O "MONTE RORAIMA", UIRAMUTÃ, RORAIMA, BRASIL - DA JANELA DO TREM
Antes impenetrável para qualquer um que não os indígenas Pemon, o Monte Roraima, situado na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, tem atraído cada vez mais aventureiros modernos.
De topo plano e envolta por misticismo, a montanha de 2,8 mil metros de altura deixou exploradores do século 19 perplexos. Hoje, recebe vários milhares de escaladores por ano que vão em busca do trekking de três dias que passa pela savana, rios, debaixo de uma cachoeira e por um caminho estreito escalando os penhascos do monte.
foto - Rodrigo Hortenciano
Entre 3 mil e 4 mil pessoas escalam a montanha todo ano, enquanto alguns anos atrás eram centenas. Isso gera filas nos períodos de pico, perto do Natal e da Páscoa.
Helicópteros levam os turistas mais abastados, especialmente do Japão, até o topo.
“É um destino exótico e distante, então é ao mesmo tempo muito caro e muito atrativo”, diz o diplomata aposentado japonês Edo Muneo, de 68 anos, que teve que passar por um teste físico junto com outros compatriotas antes de deixar o Japão em direção a Roraima.
Apesar de essas multidões serem bem-vindas para a cambaleante indústria do turismo venezuelana, elas também espalham lixo indesejado pela paisagem pré-histórica e danificam um delicado ecossistema.
O Roraima é considerado solo sagrado pelos Pemons e um símbolo espiritual para muitos outros venezuelanos. "O monte já foi mais solitário e inóspito", diz Felix Medina, um guia de 59 anos que há mais de uma década leva pessoas para o topo da montanha.
“Eu ainda amo esse lugar, mas há gente demais”, diz ele, com a panturrilha dolorida após levar dois grupos acima e abaixo do monte Roraima com a agência de viagens local Akanan. “Às vezes fica caótico”, diz.
Alguns amantes do monte Roraima querem que o governo, os operadores de turismo e os líderes locais Pemon criem regras para limitar o número de pessoas que podem subir ao topo diariamente. Eles também gostariam que as regras fossem aplicadas de forma mais estrita, para obrigar turistas e guias a recolherem todo o lixo com eles.
A venezuelana Cristina Sitja, de 42 anos, disse que ouviu falar do Roraima desde a adolescência e só conseguiu subir este ano. “Foi uma ótima experiência, mas triste também. Esperava que fosse mais tranquilo.”
Na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana, o platô que abriga o topo do Monte Roraima é um dos pontos mais elevados do país, a 2 734 metros de altitude. O cenário encanta turistas e cientistas com grandes paredões, cachoeiras, lagos, formações rochosas curiosas e espécies vegetais e animais endêmicas, como plantas carnívoras e um sapo do tamanho de uma unha.
Acesso: Somente pela Venezuela. De Boa Vista, os viajantes seguem por terra, geralmente em vans, até a cidade venezuelana de Santa Elena de Uairén. Depois de trocar o veículo por um 4X4, a viagem segue até a aldeia de Paraitepuy, de onde começa a caminhada - o Brasil é o país com a menor área do Monte Roraima, com apenas 5%, contra 10% da Guiana e 85% da Venezuela.
Melhor época: Entre setembro e março, quando chove menos. As longas caminhadas ficam mais fáceis e as fotografias ficam melhores.
Informações: a Roraima Adventures - (95) 3624-9611 organiza trekkings de seis a oito dias, incluindo os principais atrativos da região. Instituto Chico Mendes, 3623-0473 (Boa Vista) e 3592-1085 (Pacaraíma).
Fora da estação, as duas montanhas têm uma aura pacífica apropriada para uma das formações mais antigas da terra. No vasto platô do Roraima, há rochas torcidas e estranhas, formadas quando os continentes africano e americano se separaram.
No clássico livro de 1912 “O Mundo Perdido”, do britânico Arthur Conan Doyle, dinossauros atacam um grupo de exploradores entre as rochas e os pântanos dessa paisagem fantasiosa.
Os viajantes atuais podem ver sapos negros, libélulas e tarântulas que são únicas dessa montanha, além de plantas endêmicas.
AQUI TURISTA NO CUME DO MONTE RORAIMA
foto - Wikipédia
O MONTE RORAIMA
O Monte Roraima é uma montanha localizada na América do Sul, na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana. Constitui um tepui, um tipo de monte em formato de mesa bastante característico do Planalto das Guianas. Delimitado por falésias de cerca de 1.000 metros de altura, seu platô apresenta um ambiente totalmente diferente da floresta tropical e da savana que se estende a seus pés. Assim, o alto índice pluviométrico promoveu a formação de pseudocarstes e de numerosas cavernas, além do processo de lixiviação do solo.
Seu ponto culminante eleva-se no extremo sul, no estado venezuelano de Bolívar, a 2.810 metros de altura. O segundo ponto mais alto, com 2.772 metros, localiza-se ao norte do platô, em território guianense, próximo ao marco de fronteira entre os três países.
foto - Wikipédia
A HISTÓRIA
Descoberto apenas no século XIX, o monte Roraima foi escalado pela primeira vez em 1884, por uma expedição britânica chefiada por Everard Ferdinand im Thurn. Entretanto, apesar das diversas expedições posteriores, sua fauna, flora e geologia permanecem largamente desconhecidas. A história de uma dessas incursões inspirou sir Arthur Conan Doyle a escrever o livro O Mundo Perdido, em 1912. Com o desenvolvimento do turismo na região, especialmente a partir da década de 1980, o monte Roraima tornou-se um dos destinos mais populares para os praticantes de trekking, devido ao ambiente singular e às condições relativamente fáceis de acesso e escalada. O trajeto mais utilizado é feito pelo lado sul da montanha, através de uma passagem natural à beira de um despenhadeiro. A escalada por outros pontos, no entanto, exige bastante técnica, mas permite a abertura de novos acessos.
foto - Wikipédia
ACESSO
O monte Roraima está localizado no norte da América do Sul. Divide-se entre três países: Brasil a leste (5% de sua área), Guiana ao norte (10%) e Venezuela ao sul e oeste (85%). Administrativamente, é parte do estado brasileiro de Roraima. A parte venezuelana do monte está inserida no Parque Nacional Canaima e a brasileira no Parque Nacional do Monte Roraima.
Apesar de estar localizado numa região remota da América do Sul, o acesso ao monte Roraima é relativamente fácil pelo lado venezuelano. Porém, tanto pelo lado brasileiro quanto pelo lado guianense, a região é totalmente isolada e pouco povoada. Acessível apenas por vários dias de caminhada pela floresta ou por pequenas pistas de pouso locais.
foto - Wikipédia
CURIOSIDADE
O monte Roraima é denominado em espanhol como tepuy Roraima ou cerro Roraima. No entanto, a grafia correta seria Roroima. Seu ponto culminante é a Maverick Stone, nome dado em virtude de sua semelhança com o veículo de mesmo nome, fabricado pela Ford
foto - Wikipédia
A LENDA
A lenda do Monte Roraima surgiu na tribo dos índios Macuxi, que ali habitavam. Conta que antigamente não havia nenhuma elevação naquelas terras. Muitas tribos indígenas viviam naquela área plana e fértil onde a caça, a pesca e outros frutos eram abundantes. Porém, num dia, nasceu num local uma bananeira, uma árvore que nunca aparecera ali antes. tornou-se, rapidamente, viçosa e cheia de belos frutos, mas um recado divino foi dado aos pajés: "Ninguém poderia tocar nela ou em seus frutos, pois aquele era um ser sagrado; Se alguém o fizesse, inúmeras desgraças aconteceriam ao povo daquela terra. Todos obedeceram ao aviso que lhes foi dado. Porém, ao amanhecer de um certo dia, a tribo percebeu que haviam cortado a árvore e, em instantes, a natureza revoltou-se. Trovões e relâmpagos rasgavam o céu deixando todos assustados. Os animais fugiam. E do centro da Terra surgiu o Monte Roraima, elevando-se imponente até o céu. Pessoas dizem que até hoje o monte "chora" pela violação no passado.
foto - Wikipédia
A FLORA
A flora dos tepuis é largamente desconhecida devido à exploração tardia dessa região da América do Sul e novas espécies são descobertas a cada ano. As espécies identificadas são marcadas pelo forte endemismo – em especial a fauna –, o que indica ameaça ou risco iminente de extinção.
Ao pé da montanha e ao fundo dos penhascos estende-se uma floresta tropical de folhas persistentes, formada por espécimes de 25 a 45 metros de altura (algumas podem atingir os 60 metros). Uma característica dessa floresta é a presença da Bonnetia roraimae, espécie endêmica utilizada pelos pesquisadores como referência para demarcar os limites da zona ecológica oriental dos tepuis. Devido à sua posição (abaixo das falésias), essa floresta exibe grande variedade de epífitas – espécies vegetais que crescem sobre outras árvores. Já nas falésias, onde o solo é mais arenoso e o clima mais frio, a vegetação é composta por bromeliáceas de espécies muito similares às andinas, como as do gênero Brocchinia, Cottendorfia e Navia. Ao norte, leste e oeste, estende-se um prolongamento setentrional da floresta amazônica; enquanto que ao sul, a paisagem é mais aberta, como uma savana (a Gran Sabana).
foto - Wikipédia
foto - Wikipédia
foto - Wikipédia
MARCO DA TRÍPLICE FRONTEIRA
foto - Wikipédia
A FAUNA
A fauna ao pé da montanha é composta por diversas espécies de mamíferos. Essa grande diversidade é registrada especialmente na floresta amazônica.
A avifauna é representada por centenas de espécies, das quais as mais comuns são a marreca-toicinho, o falcão-de-coleira, o periquito-de-bochecha-parda, o peixe-frito-pavonino, a corujinha-de-roraima, a coruja-buraqueira, o tico-tico, o tucaninho-verde, além de cinco espécies de beija-flor, entre outros.
Devido à pouca mobilidade em relação às outras espécies, répteis e anfíbios apresentam grandes diferenças entre os indivíduos encontrados na base e no topo do monte Roraima.
foto - Wikipédia
foto - Wikipédia
foto - Wikipédia
O PARQUE NACIONAL 
O Parque Nacional do Monte Roraima localiza-se no estado de Roraima, e tem por objetivo a proteção da flora, fauna e demais recursos naturais da Serra Pacaraíma. É administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Na Venezuela existe um Parque Nacional englobando o Monte Roraima, é o Parque Nacional Canaima, com aproximadamente 4 milhões de hectares, que é considerado o maior Parque Nacional da América Latina.
AQUI O  FOSSO
foto - Wikipédia
PLATÔ COM ÁREA PANTANOSA
foto - Wikipédia
DEPÓSITO DE AREIAS NO CUME
foto - Wikipédia
QUARTZO NO VALE DOS CRISTAIS
foto - Wikipédia
PEDRA TARTARUGA
foto - Wikipédia
PEDRA ET
foto - Wikipédia
FORMAÇÕES ROCHOSAS UNIFORMES
foto - Wikipédia

VALEU PELA VISITA - SEMPRE VOLTE



fonte dos textos e fotos: Wikipédia / Thymonthy Becker / G1.com / viajeaqui.abril.com.br / exploradores.com.br / 

Comentários

Páginas que receberam mais visitas

BAEPENDI, MINAS GERAIS - A terra de "Nhá Chica". Na natureza preservada no município estão cerca de 40% do parque ecológico do papagaio, é local ideal para fazer trilhas e acampar em paradisíacos lugares. Baependi é uma das poucas cidades que podem ser visitadas durante qualquer época do ano, sem se preocupar com a programação que irá encontrar pois, o verão é bem definido, sendo um convite para se deslumbrar com as mais de cinqüenta cachoeiras que cercam a cidade e o inverno pouco chuvoso propicia inúmeras opções para enfrentar trilhas e acampar em paradisíacos lugares

COLORADO, RIO GRANDE DO SUL - Colorado é uma pequena cidade do Alto Jacuí. Fundada por imigrantes italianos e alemães. O espetáculo, belezas naturais, cores, aromas que seduzem à primeira vista. O município tem como base da economia a produção agrícola. A região possui uma relação muito próxima com as águas e com a geração de energia elétrica, a partir da formação do maior lago artificial do Estado – os Alagados do Passo Real e da Barragem de Ernestina. Bonitas e agradáveis, as cidades proporcionam atrações diversificadas, eventos, muitas festas, gastronomia, artesanato.

REPRESA DE FURNAS, SÃO JOSÉ DA BARRA, MINAS GERAIS - No dia 9 de janeiro de 1963 o túnel que desviou o curso do rio Grande para a construção da Usina de Furnas foi fechado e as águas que formaram um dos maiores reservatórios do mundo, criou praias, formou cânions e cachoeiras, inundou vilarejos e mudou para sempre a história dos 34 municípios que ficam ao longo dos 1.440 km2 de extensão do Lago de Furnas que abrange também parte do Parque Nacional da Serra da Canastra. O Lago de Furnas, também conhecido como "O MAR DE MINAS", é quatro vezes maior que a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro

BRASÍLIA, DF, BRASIL - Brasília é formada por gente de todos os lugares, todas as idades e de muitas gerações. É uma mistura de sotaques do Nordeste, Sudeste, Norte e Sul do país e até de estrangeiros. Por conta de seu rápido crescimento, já é a quarta cidade mais populosa do país. A maioria dos moradores, 52%, é mulher e tem em média 30 anos. Os primeiros habitantes que chegaram a Brasília vieram, principalmente, atraídos pelos empregos na construção civil e ajudaram na construção da capital. Eles eram chamados de candangos e aqui construíram e criaram famílias

TOMBOS, MINAS GERAIS - Na cachoeira três tombos, verdadeira obra da natureza de imensurável beleza que constitui um cartão postal da cidade com 62 metros de altura. A Gruta Pedra Santa localizada no distrito de Catuné, uma obra construída pela própria natureza. Ao longo do tempo a grande pedra foi desintegrando-se e formou-se um grande salão, onde ergueu-se a capela em Honra a Nossa Senhora de Lourdes. Praças diversas, museu municipal que funciona na antiga estação ferroviária, usina hidrelétrica de Tombos e os dois distritos “Catuné” e “Água Santa” valem uma visita à cidade de Tombos

IGATU, ANDARAÍ, BAHIA - Eh uma verdadeira cidade de pedra. "Sagrada" pra quem viveu lá durante o auge do ciclo do diamante. O trajeto até a vila já é uma atração: a estrada de acesso pela BA-142 é cheia de mirantes naturais. Ao chegar, a impressão é de ter voltado no tempo, quando igatu era chamada de Xique Xique e famosa pela extração de diamantes. Hoje não há farmácias, o hospital mais próximo fica em Andaraí, a 12 km. Em outros tempos quem diria? Cabarés, cassinos, lojas, cadeia, cartório, cinema...

SERRA DO NAVIO, AMAPÁ - A História da Serra do Navio remonta aos anos 1950. A região era rica em manganês e outros minérios. Por isso, a brasileira ICOMI, com sede em Belo Horizonte e atuação em Minas Gerais, foi escolhida para explorar o minério e construir a vila operária, que daria origem à cidade de Serra do Navio. Cada vila tinha 330 casas, prédios coletivos (escolas, hospitais, refeitórios), abrigando até 1.500 pessoas, entre trabalhadores e familiares. Tinha ruas largas, postes de concreto para a fiação elétrica e telefônica, calçadas, parques, clubes com piscina, quadras esportivas, restaurante e lanchonete, drenagem de águas das chuvas e tratamento de água e esgoto. Todas as casas tinham mais de 90m² e contavam com saneamento e energia elétrica, proveniente de geradores da ICOMI.

RIO DE JANEIRO, BRASIL - Do primeiro ao último minuto do ano, não falta o que fazer, o que visitar e o que rever no Estado do Rio de Janeiro, que não por acaso ostenta o rótulo de Maravilhoso. Além das praias e de seus outros dois ícones geográficos – o Corcovado e o Pão de Açúcar – o Rio vem ganhando uma série de atrativos culturais e gastronômicos. Quem deixa a capital e percorre o litoral fluminense encontra praias de beleza raríssima. Ao norte, na Região dos Lagos, estão as dunas de Cabo Frio, as águas translúcidas e frias de Arraial do Cabo, boas para mergulho, a badalação de Búzios e as trilhas rurais de Rio das Ostras

GRAMADO, RIO GRANDE DO SUL - Faltava neve à Gramado para que ela assumisse de vez o título de “Suíça brasileira”. Não falta mais: o Snowland, primeiro parque de neve artificial indoor das Américas, trouxe esportes de inverno à cidade, que já era famosa pelas construções enxaimel (aquelas de paredes esquadrinhadas com tirantes de madeira), pelas fondues nos bons restaurantes suíços e pelo climinha gostoso da Serra Gaúcha.

CAMPO BELO, MINAS GERAIS - A primeira cidade do Brasil a ter um time de Rugby (Campo Belo Rugby - CBR) A cidade tem paisagens deslumbrantes com campos a perder de vista. Ideal para a prática de esportes de aventura, ecoturismo, esportes náuticos com várias cachoeiras, praias de água doce além da tradicional e boa comida mineira. Uma cidade tranquila, acolhedora com boas opções para hospedagem