sexta-feira, 3 de março de 2017

BELO HORIZONTE, MINAS GERAIS - Inspirada nas cidades de Paris e Washington, com largas avenidas, ruas simétricas e arborizadas, Belo Horizonte foi planejada a partir de uma nova concepção estética urbana




CONHEÇA A CIDADE DE "BELO HORIZONTE", CAPITAL DAS MINAS GERAIS, BRASIL

MINEIRÃO E MINEIRINHO NA PAMPULHA 
SEJA BEM VINDO A CAPITAL DA MINAS GERAIS. SEJA BEM VINDO A BELO HORIZONTE. A CIDADE JARDIM
imagem - Paulo Yuji Takarada
População estimada 2016 (1) - 2.513.451
Área da unidade territorial 2015 (km²) - 331,401
Densidade demográfica 2010 (hab/km²) - 7.167,00
Código do Município 3106200
Gentílico - belo-horizontino
Prefeito 2017 / ALEXANDRE KALIL
ORIGEM DO NOME
O primeiro nome foi Curral Del Rei. Depois o nome de Cidade de Minas pela lei adicional nº 3. Entretanto, em virtude da dualidade de nomes - já que distrito e comarca se chamavam Belo horizonte, logo foi o topônimo modificado para o atual, Belo Horizonte, que foi dado inicialmente devido ao belo horizonte que se podia ver da localidade

Gentílico: belo-horizontino 
HISTÓRICO 
Foi à procura de ouro que, no distante 1701, o bandeirante João Leite da Silva Ortiz chegou à serra de Congonhas. Em lugar do metal, encontrou uma bela paisagem, de clima ameno e próprio para a agricultura. Resolveu ficar: construiu a Fazenda do Cercado, onde desenvolveu uma pequena plantação e criou gado. 
O progresso da fazenda logo atraiu outros moradores e um arraial começou a se formar em seu redor. Viajantes que por ali passavam, conduzindo o gado da Bahia em direção às minas, fizeram da região um ponto de parada. O povoado foi batizado de Curral del Rei. Da serra de Congonhas mudou-se o antigo nome: é hoje a nossa Serra do Curral. Nossa Senhora da Boa Viagem, a quem os forasteiros pediam proteção, tornou-se padroeira do local. 
Aos poucos, o Curral del Rei foi crescendo, apoiado na pequena lavoura, na criação e comercialização de gado e na fabricação de farinha. Algumas poucas fábricas, ainda primitivas, instalaram-se pela região: produzia-se algodão, fundia-se ferro e bronze. Das pedreiras, extraía-se granito e calcário. Frutas e madeiras eram vendidas para outros locais. 
Com a decadência da mineração, o arraial se expandiu. Das 30 ou 40 famílias existentes no início, saltou para a marca de 18 mil habitantes. Elevado à condição de Freguesia, mas ainda subordinado a Sabará, o Curral del Rei englobava as regiões de Sete Lagoas, Contagem, Santa Quitéria (Esmeraldas), Buritis, Capela Nova do Betim, Piedade do Paraopeba, Brumado Itatiaiuçu, Morro de Mateus Leme, Neves, Aranha e Rio Manso. Vieram as primeiras escolas, o comércio se desenvolveu. No centro do arraial, os devotos ergueram a Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem. 
Esse ciclo de prosperidade, contudo, durou pouco. As diversas regiões que constituíram o arraial foram se tornando autônomas, separando-se dele. A população rapidamente diminuiu e a economia local entrou em decadência. Já no final do século passado, restavam mais de 4 mil habitantes. 
A Proclamação da República, em 1889, vem trazer aos curralenses a esperança de transformações. Para entrar na era que então se anunciava, deixando para trás o passado monárquico, aos sócios do Clube Republicano do arraial propuseram a mudança de seu nome para Belo Horizonte. Foi nesse clima de euforia que os horizontinos receberam a notícia da nova construção da nova capital. Durante três dias o arraial se pôs em festa, com missa solene, discursos, bandas de música e bailes. Seus habitantes já sonhavam com modernização e o progresso que a capital traria para a região. Nem imaginavam que, nos planos dos construtores, não havia espaço reservado para eles. 
A discussão sobre a mudança da capital mineira não surgiu no século passado; era, ao contrário, uma ideia muito antiga. A primeira tentativa de transferir a sede do Governo para uma cidade diferente de Ouro Preto data de 1789, quando os inconfidentes planejaram instalar a capital de sua república em São João Del Rei. Depois disso, mais quatro tentativas foram feitas, todas fracassadas. A questão só veio a ser considerada após a Proclamação da República. Só que dessa vez, não se trava de uma simples transferência, mas a construção de uma nova cidade. 
Em 1891, o presidente do Estado, Augusto de Lima, formulou um decreto determinando a transferência da capital para um lugar que oferecesse condições precisas de higiene. Adicionada à Constituição Estadual, a lei provocou muitos protestos da população ouropretana. Os mineiros dividiram-se entre os "mudancistas", favoráveis à nova capital, e os "não-mudancistas". Cada um desses grupos fundou seu jornal, promovendo reuniões e debates. 
O Governo Estadual, enfrentando essas disputas, criou uma Comissão de Estudos para indicar, dentre cinco localidades, a mais adequada para a construção da nova cidade. O Congresso mineiro, a quem cabia a decisão final, votou a favor de Belo Horizonte. Assim, a 17 de dezembro de 1893, a lei n.º 3 foi adicionada à Constituição Estadual, determinando que a nova sede do Governo fosse erguida em Belo Horizonte, chamando-se Cidade de Minas. 
No prazo máximo de quatro anos, a capital deveria ser inaugurada. A lei criava ainda a Comissão Construtora, composta de técnicos responsáveis pelo planejamento e execução das obras. Em sua formação, estavam alguns dos melhores engenheiros e arquitetos do país, chefiados por Aarão Reis. 
Belo Horizonte foi inaugurada a 12 de dezembro de 1897, por uma exigência da Constituição do Estado, porém sua construção não estava finalizada devido a crises que acometiam o país que limitava recursos para finalização do projeto. 
Nas duas primeiras décadas do século XX, Belo Horizonte viveu, alternadamente, períodos de grande crise e surtos de desenvolvimento. As fases de maior crescimento corresponderam aos anos de 1905, 1912-13 e 1917-19.
AQUI O PALÁCIO DA LIBERDADE, SEDE DO GOVERNO DA CIDADE - 
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COMO BELO HORIZONTE COMEÇOU
A escolha do local levou em conta a proteção contra os ventos frios e úmidos garantida pelas Serras do Curral e de Contagem, com mananciais de água de boa qualidade e suficientes para abastecer sua futura população. Planejada para abrigar cerca de 400 mil habitantes, a capital foi inspirada em cidades modernas do mundo como Paris e Washington, a partir de uma nova concepção estética urbana, com largas avenidas, ruas simétricas e arborizadas, bulevares, praças, jardins e um moderno sistema de transportes.
E com efeito, surgia a cidade nova com seu traçado de admirável simetria exibindo um vistoso tabuleiro de amplas ruas e avenidas, imponentes edifícios públicos - Palácio, Secretarias de Estado, confortáveis residências ao gosto da época em contraste com alguns prédios antigos, e a bela estação da Central do Brasil cujo ramal férreo também fora construído.
ESTAÇÃO DA CENTRAL DO BRASIL.
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imagem - Montanha
REGIMENTO DE INFANTARIA
imagem - Ronald Luiz
PALÁCIO DA LIBERDADE NOS DETALHES
imagem - Montanha
O conjunto arquitetônico da Pampulha, criado por Oscar Niemeyer, que se tornou referência e influenciou toda a arquitetura moderna brasileira. Composto pela Igreja de São Francisco de Assis, o Iate Tênis Clube, a Casa do Baile e o Cassino, hoje, Museu de Arte da Pampulha, esses equipamentos circundam a Lagoa da Pampulha, construída na década de 40, quando o prefeito era Juscelino Kubitscheck.
Os jardins do paisagista, Burle Marx, a pintura de Cândido Portinari e as esculturas de Ceschiatti, Zamoiski e José Pedrosa completam e valorizam o projeto concebido para a Lagoa. A capital ganhou os serviços de ônibus elétricos e sua vida cultural tornou-se mais efervescente, com a proliferação de cafés, bares, restaurantes, teatros e imprensa local.
IGREJA DE SÃO FRANCISCO NA PAMPULHA
imagem - João Cassiano
A FAMOSA LAGOA NO BAIRRO PAMPULHA
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O ENTORNO DA LAGOA DA PAMPULHA ONDE AS PESSOAS FAZEM CAMINHADAS.
imagem - José Gustavo A. Murta
MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA BOA VIAGEM
Ponto central do povoado. Construída em estilo colonial, e reconstruída em 1932, em estilo neo-gótico e a edificação que abriga hoje o museu Abílio Barreto, o local foi originalmente sede da Fazenda do Córrego do Leitão, construída pelo curralense José Cândido Lúcio da Silveira, por volta de 1883.
imagem - Montanha
imagem - Ronald Luiz
O ESTÁDIO GOVERNADOR MAGALHÃES PINTO (MINEIRÃO)
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Foi assim que entre ruidosas e justas comemorações a cidade viu nascer à nova capital de minas no dia 12 de dezembro de 1897 em ato público soleníssimo, presidido pelo Dr. Crispim Jacques Bias Fortes, então presidente de Minas. A cidade custara aos cofres do estado a importância de 36 mil contos de reis.
Ao ser inaugurada, Belo Horizonte contava com uma população de 10.000 habitantes.
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IGREJA DE SÃO FRANCISCO DAS CHAGAS
imagem - Altemiro Olinto Cristo
PRAÇA FLORIANO PEIXOTO
imagem - SG Tangel
PRAÇA DE ESPORTES
imagem - Montanha
PRAÇA DO PAPA
imagem - Paulo Yuji Takarada
imagem - Paulo Yuji Takarada
imagem - Paulo Yuji Takarada
PALÁCIO DAS ARTES
imagem - SG Tangel
PARQUE MUNICIPAL
imagem - Montanha
PARQUE DAS MANGABEIRAS
imagem - Lana Maria
imagem - Paulo Yuji Takarada
ESTAÇÃO DA CIÊNCIA E CULTURA
imagem - Paulo Yuji Takarada
ANTIGA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DA CENTRAL DO BRAZIL
imagem - Hélio Junior
SEDE DO GOVERNO MUNICIPAL
imagem - Wikipédia
PIRULITO DA PRAÇA SETE
imagem - Wikipédia
PARQUE DAS MANGABEIRAS
imagem - Wikipédia
PORTARIA DE ENTRADA DO PARQUE DA PAMPULHA
imagem - Wikipédia
SEDE DO PODER LEGISLATIVO (CÂMARA MUNICIPAL)
imagem - Wikipédia
PRAÇA RUI BARBOSA (OU PRAÇA DA ESTAÇÃO)
A praça Rui Barbosa é uma praça situada na região central da cidade de Belo Horizonte. Eh mais conhecida como praça da estação por estar localizada em frente ao prédio da antiga estação da estrada de ferro Central do Brasil, hoje Museu de Artes e Ofícios (mao). A entrada da estação central do metrô de belo horizonte também está situada nesta praça.
imagem - João Cassiano
O BANDEIRANTE ORTIZ QUE DEU INICIO A CIDADE DE BELO HORIZONTE
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A IGREJA DE SÃO FRANCISCO NA PAMPULHA VISTA DE OUTRO ÂNGULO.
imagem - Wikipédia
PARQUE MUNICIPAL
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SERRA DO CURRAL
imagem - Paulo Yuji Takarada
imagem - Lana Maria
AQUI A BANDEIRA DA CIDADE DE BELO HORIZONTE, MINAS GERAIS 
ESTE EH O BRASÃO DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE, MINAS GERAIS 

ACESSE: THYMONTHY BECKER COMUNICAÇÃO 

Click aqui e leia OS SONHOS QUE SONHEI


Fonte / Fotos = IBGE / Thymonthy Becker / Portal do Governo de Belo Horizonte / Wikipédia / 



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