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PIRAPORA, MINAS GERAIS - Construído em 1913, nos EUA, pela empresa James Rees & Com., o Vapor Benjamim Guimarães navegou no rio Mississipi e, posteriormente, em rios da Bacia Amazônica. Na segunda metade da década de 20, a firma Júlio Guimarães adquiriu a embarcação e a montou no porto de Pirapora, recebendo o nome de "Benjamim Guimarães", uma homenagem ao patriarca da família proprietária da firma. A partir de então o vapor passou a realizar contínuas viagens ao longo do Rio São Francisco e em alguns dos seus afluentes. Ele eh o último vapor movido a lenha do mundo e traz você para dentro da história do Brasil com um universo de informações preciosas




CONHEÇA A CIDADE DE PIRAPORA, MINAS GERAIS, BRASIL - OLHANDO DA JANELA DO TREM
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BEM VINDO A CIDADE DE PIRAPORA. O PORTAL DO RIO SÃO FRANCISCO.
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AQUI O AEROPORTO DA CIDADE
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ÁREA DE CAMPING
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CENTRO DE CONVENÇÕES
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CRECHE MUNICIPAL
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ESTAÇÃO FERROVIÁRIA
Inaugurado em 28 de maio de 1910, o prédio da Estação Ferroviária da Central do Brasil foi construído pelo engenheiro Demóstenes Rockert, estando edificado no terreno da antiga Fazenda Nova Estância. Doado pelo Coronel Caetano Mascarenhas, fazendo divisa à direita com a Rua Bahia, à esquerda com a Rua Reinaldo Guerra, frente com a Rua Major Santiago e fundos com o antigo terreno da Cia. Minasligas.
O prédio foi construído com o objetivo de sediar a administração do ramal ferroviário que havia sido implantado em Pirapora.
Visitar o prédio da Estação Ferroviária é fazer uma viagem de volta ao tempo em que o transporte ferroviário, juntamente com o hidroviário, ligava os habitantes das regiões Nordeste e Sudeste, via Pirapora.
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imagem - Samuel Marcos
MATRIZ DE SÃO SEBASTIÃO
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CONHEÇA AGORA UM POUCO MAIS DA CIDADE DE PIRAPORA
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 imagem - José Gustavo A. Murta
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ORELHÃO
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VAPOR GUIMARÃES
Construído em 1913, nos EUA, pela empresa James Rees & Com., o Vapor Benjamim Guimarães navegou no rio Mississipi e, posteriormente, em rios da Bacia Amazônica. Na segunda metade da década de 20, a firma Júlio Guimarães adquiriu a embarcação e a montou no porto de Pirapora, recebendo o nome de "Benjamim Guimarães", uma homenagem ao patriarca da família proprietária da firma. A partir de então o vapor passou a realizar contínuas viagens ao longo do Rio São Francisco e em alguns dos seus afluentes.
O Benjamim Guimarães possui três pisos: no primeiro, encontra-se a casa de máquinas, caldeira, banheiros e uma área para abrigar passageiros. No segundo, estão instalados 14 camarotes e no terceiro, um bar e área coberta. O Benjamim Guimarães é o último exemplar movido a lenha existente no mundo. Tem capacidade para 140 pessoas, entre tripulantes e passageiros e consome 01 m³ de lenha por hora. De acordo com as normas de segurança da Marinha, nas atuais condições em que se encontra, o Vapor está autorizado a navegar na chamada área 01: rio, lago e correnteza que não tenham ondas ou ventos fortes.
Hoje, o Benjamim Guimarães faz rotineiramente passeios públicos aos domingos, a partir das 9 horas, sempre lotado de turistas, principalmente. Passeios esporádicos são feitos também aos sábados e durante os dias da semana, conforme contratos de aluguel que são feitos com empresas e agências de viagens, tornando-se um dos principais atrativos turísticos de toda a região do Norte de Minas.
imagem -  Pedro Rezende
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PONTE MARECHAL HERMES
Nas primeiras viagens dos trens da Central do Brasil, em 1910, os vagões de carga trouxeram um considerável volume de material para a construção de uma ponte sobre o Rio São Francisco.
A construção da ponte estava vinculada ao antigo projeto de ligar por ferrovia o Rio de Janeiro a Belém do Pará
A Ponte Marechal Hermes – “Ponte Velha”, tem 694 metros de comprimento em 14 vãos, sendo os 10 centrais de 55 metros e os 04 marginais de 36 metros cada. A sua largura total é de 8 metros, com 02 passeios laterais de 02 metros de largura. Seu peso é de 723 toneladas. Atualmente, a ponte é utilizada para o tráfego de veículos, de ciclistas e de pedestres, local de onde pode ser contemplada a beleza natural do “Velho Chico”.
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imagem - Paulo Noronha
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CARRANCAS
A presença de carrancas nas embarcações do São Francisco surgiu a pouco mais de um século. Pois datam de 1888 as primeiras referências a elas, em obras de Antônio Alves Câmara e de Durval Vieira de Aguiar.
A origem das carrancas parece ter por base interesses eminentemente comercial.
Os carranqueiros de Pirapora perpetuam, através da arte de talhar a madeira, a história e a cultura dos povos ribeirinhos. As carrancas confeccionadas no município transmitem a singularidade do folclore barranqueiro e é levado a todos os cantos do mundo pelo barco "Calypso" do cientista Jackes Cousteau (in-memória) que, em uma de suas expedições ao Brasil, adquiriu uma carranca confeccionada por Davi José Miranda Filho – “Mestre Davi”.
A sobrevivência da arte carranqueira em Pirapora é preservada pelos artistas da Casa do Artesão Raimundo Boaventura Leite – “Dedeco”, instalada na Av. Jefferson Gitirana, Bairro Santos Dumont, local em que os turistas encontrarão carrancas, figuras de animais, santos e outros objetos de madeira.
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CACHOEIRAS
Do outro lado do rio São Francisco, em sua margem esquerda, Pirapora oferece aos turistas, principalmente, uma série de cachoeiras espetaculares para momentos de intenso lazer e entretenimento. São quedas d’águas de rara beleza, algumas delas com mais de 30 metros de altura, incrustradas em áreas onde bonitas veredas tornam-se também cartão postal para turistas. O rio São Francisco com suas corredeiras, além dos rios do Sono, Paracatu, Formoso e as belas e cinematográficas cachoeiras distribuídas em áreas próximas convidam especialmente os amantes do turismo ecológico. Sem contar que o turismo rural ainda oferece belos passeios a cavalo e/ou caminhadas por trilhas, visitando veredas e cachoeiras e também outros pontos turísticos do vizinho município de Buritizeiro. Todo esse potencial faz da região de Pirapora um belo convite àqueles que querem se divertir através do ecoturismo e registrar com fotos momentos de intensa beleza natural.
imagem - Jadir F.
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RIO SÃO FRANCISCO
O São Francisco conduz em seu leito um universo de informações preciosas sobre a história do Brasil, protagonizada por índios, tropeiros, mineradores, bandeirantes, salteadores, remeiros e ribeirinhos. No passado, era do grande rio que os índios tiravam seu sustento e construíam sua cultura. As marcas destes tempos pré-históricos ficaram registradas por toda à parte, em vários sítios arqueológicos como nas cavernas do Vale do Peruaçu - em Januária, ou no Cemitério da Caixa d´Água, na vizinha cidade de Buritizeiro. Tudo isso em meio a uma paisagem rica e diversificada que, embora ameaçada, ainda se encontra protegida em alguns parques e reservas ecológicas.
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População estimada 2016 (1) - 56.474
Área da unidade territorial 2015 (km²) - 549,514
Densidade demográfica 2010 (hab/km²) - 97,12
Código do Município 3151206
Gentílico - piraporense
ORIGEM DO NOME
O topônimo de origem tupi significa “salto de peixe” ou “onde o peixe salta” - pira (peixe) e poré (salto).
Gentílico: piraporense
HISTÓRICO
Índios Cariris, em época remota, teriam subido o rio São Francisco, movida pelo temor à aproximação dos brancos pelo litoral brasileiro e acossada pelas tribos vizinhas. Aportando na área hoje compreendida pelo município de Pirapora, fixaram-se defronte à corredeira, estabelecendo sua aldeia justamente no local onde atualmente situa-se a Praça Cariris. Foram sucessivamente chegando à localidade alguns poucos garimpeiros, pescadores, pequenos criadores de gado e aventureiros que, residindo em casinhas de enchimento, cobertas de palha de buriti, construídas segundo a influência indígena, se dedicavam às diversas atividades. Destas, a de maior relevância era a pesca, sendo comercializado o peixe secado em varais, com tropeiros que demandavam outras regiões.
Estes moradores pioneiros foram paulatinamente radicando-se à localidade, exercendo e desenvolvendo suas funções, constituindo suas famílias e, por fim, fixando suas residências, em definitivo, na região. Não há maiores notícias sobre a plena instalação do distrito de Pirapora criado em 1861. Mas doze anos depois, a Lei Provincial n° 1.996, de 14 de novembro de 1873, agregou ao município de Jequitaí toda a região de Pirapora e de São Gonçalo das Tabocas, além da própria sede, Vila de Nossa Senhora do Bom Sucesso e Almas de Guaicuí, que perdeu a condição de vila e voltou a ser um arraial.
Antes do século XX, somente barcos e canoas se davam o trabalho de chegar até o arraial de São Gonçalo de Pirapora. As grandes embarcações, no início, não tinham por que tomar conhecimento daquele lugarejo. A navegação a vapor pelo São Francisco começara em 1871, mas somente a partir de 1902 foi que os vapores “Saldanha Marinho” e “Mata Machado” iniciaram o tráfego regular com o nosso arraial. Em 1894, a Companhia Cedro e Cachoeira, de Curvelo, por decisão de seus diretores Pacífico Gonçalves da Silva Mascarenhas, Aristides José Mascarenhas e Antônio Diniz Mascarenhas, resolveu olhar para aquele distritozinho que mal engatinhava. E, com a visão própria dos que sabem abrir caminhos, começou por determinar a construção de um grande depósito para estocagem de algodão em rama e venda de tecidos. Ia começar uma nova fase na vida do lugar. Pirapora nunca mais voltaria a ser a mesma. Em 1911 é criado o município de São Gonçalo das Tabocas e em de 1912 a vila é elevada à condição de cidade, sendo desmembrada do município de Curvelo. Em 1923, foi alterada a denominação da cidade, que ao invés de São Gonçalo das Tabocas passou a chamar-se Pirapora.
ESTE EH O BRASÃO DO MUNICÍPIO DE PIRAPORA, MINAS GERAIS
VALEU PELA VISITA. SEMPRE VOLTE

APAIXONE-SE

fonte dos textos e fotos: IBGE / Wikipédia / Thymonthy Becker / Portal da Prefeitura Municipal de Pirapora /


Comentários

  1. Adoro essa cidade e seus habitantes,cidade de um povo alegre e hospitaleiro que me recebeu tão bem durante 18 anos em que nela eu residi.

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