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CAMPO GRANDE, MATO GROSSO DO SUL - Com ruas largas e arborizadas, não perdeu o jeito de cidade do interior. Ela é porta de entrada para o Pantanal Sul, a Serra da Bodoquena e o Parque Nacional das Emas (em Goiás)





CONHEÇA A CIDADE DE "CAMPO GRANDE", MATO GROSSO DO SUL, BRASIL
Vista parcial da cidade de Campo Grande, MS (Wikipédia)
Com ruas largas e arborizadas, não perdeu o jeito de cidade do interior. Ela é porta de entrada para o Pantanal Sul, a Serra da Bodoquena e o Parque Nacional das Emas (em Goiás). A temática pantaneira está presente nas pinturas que decoram alguns prédios e na gastronomia. Imigrantes paraguaios, bolivianos e japoneses também deixaram sua marca. O fuso horário marca uma hora a menos em relação a Brasília. 
Polo de turismo de negócios, campo Grande surpreende por ser planejada, com trânsito organizado, muitas áreas verdes e vida social agitada (Tiago Moser)
TREM DO PANTANAL
Apesar do nome, o passeio entre Campo Grande (saídas aos sábados às 8h) e Miranda (chegada às 18h) não chega a explorar as paisagens típicas do Pantanal. A parada em Aquidauana está reservada para o almoço e, em Taunay e Piraputanga, há venda de artesanato. O trecho de volta, entre Miranda e Campo Grande, é feito apenas no domingo, às 8h – quem quer voltar na noite de sábado precisa pegar um ônibus (com saídas às 19h50 e 21h25) ou contratar a volta de van quando adquirir a passagem. Outra opção, para aproveitar melhor o passeio, é comprar um pacote que inclui day use em Miranda no domingo (inclui a ida de trem e a volta de van, uma noite de hospedagem em Campo Grande e outra em Miranda e passeio na Fazenda San Francisco). As reservas podem ser feitas pelo telefone: (67) 3043-2233 ou pelo site.
O passeio no Trem do Pantanal tem como destino Miranda, no trajeto há paradas em Aquidauana, Taunay e Piraputanga (Divulgação)
COMIDA TÍPICA DE CAMPO GRANDE, MS
Linguiça de Maracaju 
O embutido que ganhou fama em Campo Grande é criação de Maracaju (a 164 km da capital), onde todo ano ocorre a Festa da Linguiça. A receita leva carne bovina picada, deixada de molho num caldo de laranja, e depois temperada com sal, pimenta, alho, salsa e cebolinha. 
Os animais do pantanal, em gesso e cerâmica, são os itens mais populares da Casa do artesão (Elias Alves)
Onde Comer: no restaurante Linguiça de Maracaju , que fica na Rua Espírito Santo, 1443, Vila Célia; telefone – (67) 3029-1443. Horário de funcionamento: de terça a sexta-feira, das 11h às 14h30 e das 18h30 às 23h30, sábado, das 11h às 16h e das 18h à 0h e domingo, das 11h às 16h. 
A enorme área verde do Parque das Nações Indígenas é ótima para caminhadas, o local também tem pista de skate, quadras e dois museus (Denílson Secreta)
Sobá 
Os imigrantes japoneses que chegaram no início do século 20 trouxeram a receita que mistura macarrão com omelete desfiada, caldo de peixe e cheiro-verde. Com o tempo, a massa de trigo sarraceno ganhou a companhia do caldo de carne, shoyu, creme de gengibre e carne de frango, de porco ou de boi. 
A Casa do Artesão reúne cerâmica indígena, tapeçaria, bordados e artesanato popular de quase 1,5 mil artesãos de todo o estado (Denílson Secreta)
Onde comer: nas barracas da Feira Central – uma das mais antigas é a Barraca da Amélia – e no restaurante Dona Maria, que fica na Avenida Ernesto Geisel, 5915, Cabreúva; telefone (67) 3321-0305; horário de funcionamento: de segunda a quinta-feira, das 18h às 23h, sexta e sábado, das 18h à 0h. 
Memorial Cultura Indígena (Denílson Secreta)
Sopa Paraguaia e Chipa 
Com receita importada do país vizinho, a “sopa”, na verdade, é uma torta salgada e úmida, que leva queijo curado, cebola, milho e leite. A origem é a mesma da chipa, um pão de queijo de massa compacta em formato de ferradura. Outra tradição paraguaia na cidade é o tereré (mate gelado). 
A Feira Central reúne boxes que vendem roupas, artesanatos, artigos importados, frutas e verduras (Denílson Secreta)
Onde comer: na Panificadora Tietê , que fica na Avenida Mato Grosso, 4298, Carandá Bosque; telefone – (67) 3321-2206; horário de funcionamento: todos os dias, das 6h às 21h. 
Casa do Artesão (Denílson Secreta)
População: 805.397 hab 
DDD: 67 
Estado: Mato Grosso do Sul 
Distância de outras cidades: Cuiabá: 694 km; Goiânia: 868 km; Brasília: 1079 km; Dourados: 252 km; São Paulo: 960 km. 
PARQUE DAS NAÇÕES INDÍGENAS
Em região nobre da cidade, é ótimo para caminhadas, com alamedas largas e boa sinalização. Na enorme área verde circulam capivaras, araras e tucanos – até jacarés podem ser vistos aqui. Há dois museus: de Arte Contemporânea – horário de funcionamento: de terça a sexta-feira, das 12h às 18 e aos sábados e domingos, das 14h às 18h; telefone (67) 3326-7449 – e Dom Bosco.
Parque das Nações Indígenas (Denílson Secreta)
MUSEU DAS CULTURAS DOM BOSCO (MUSEU DO ÍNDIO)
Mais conhecido como Museu do Índio, foi criado em 1950 e inaugurado em 1951 por padres salesianos. O museu é conhecido mundialmente pelo rigor científico de seu considerável acervo. Localiza-se no Parque das Nações Indígenas.
Abriga hoje uma coleção das mais significativas, elaboradas pelo taxidermista Giovani Magnin, durante as suas viagens feitas ao pantanal e demais regiões. Possui 40.000 peças divididas entre diferentes áreas como mineralogia, paleontologia, etnografia, arqueologia e zoologia e mais de 5.000 peças indígenas de várias culturas como Xavantes, Bororos e outros, além de centenas de aves e mamíferos do Pantanal embalsamados, milhares de conchas e borboletas de vários continentes, além de uma enorme coleção de minerais e insetos.
Código do Município - 5002704 
Gentílico - Campo-Grandense 
Prefeito 2017 / MARCOS MARCELLO TRAD 
População estimada [2016] - 863.982 pessoas 
População no último censo [2010] - 786.797 pessoas 
Densidade demográfica [2010] - 97,22 hab/km² 
A cidade tinha uma população de 786797 habitantes no último Censo. Isso coloca a cidade na posição 1 dentre 79 do mesmo estado. Em comparação com outros municípios do país, fica na posição 22 dentre 5570 
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2015] - 3,5 salários mínimos 
Pessoal ocupado [2015] - 297.937 pessoas 
População ocupada [2015] - 34,9 % 
Área da unidade territorial [2016] - 8.092,951 km² 
Esgotamento sanitário adequado [2010] - 58,7 % 
Arborização de vias públicas [2010] - 96,3 % 
Urbanização de vias públicas [2010] - 33,4 % 
HISTÓRICO DO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE, MS
História 
O Sul de Mato Grosso até o início do século XVIII, quando ocorre a descoberta de ouro em Cuiabá, é uma região banhada por índios e paraguaios remanescentes das missões jesuítas espanholas. Os espanhóis, no século XVI, introduzem o gado no Sul de Mato Grosso e iniciam a exploração e a comercialização da erva-mate. Algumas tribos indígenas, entre elas, os Guaicuru, aprendem com os espanhóis a usar o cavalo como montaria e o manejo do gado, tornam-se cavaleiros e são os primeiros fazendeiros sul-mato-grossenses. 
A prosperidade das minas de ouro cuiabanas leva a coroa portuguesa a criar a Capitania de Mato Grosso, em 1748, e a assinar, com a Espanha, o Tratado de Madri, em 1750. Após estes dois fatos, os portugueses procuram tomar posse do Sul de Mato Grosso, construindo fortes e presídios no Vale Paraguaio. Assim, além de assegurar a Cuiabá o acesso aos grandes centros econômicos e políticos, rechaçam, também, a expansão espanhola que colocava em risco a posse das minas de ouro de Cuiabá. 
A exploração de minas de ouro em Cuiabá permite a intensificação do trânsito das bandeiras paulistas no Sul de Mato Grosso. Entre as rotas fluviais utilizadas por estas bandeiras está a do Rio Pardo. Dois dos afluentes do rio Pardo e que são explorados pelos bandeirantes, no século XVIII, são o Anhanduí-Guaçu e o rio Anhanduí, este último formado pelos córregos Prosa e Segredo. Isto evidencia a presença dos descendentes dos portugueses nos campos, onde mais tarde surge o povoado de Campo Grande. 
No século XIX, a decadência das minas de ouro de Cuiabá, de Minas Gerais e outras localidades provocam nestas Províncias instabilidades políticas e econômicas. Estes fatores possibilitam a migração de cuiabanos, goianos, mineiros, paulistas e gaúchos para o sul de Mato Grosso. Estes novos bandeirantes vêm atraídos pela fertilidade do solo, pela grande quantidade de gado bovino nos campos de Vacaria e Pantanal, e fundam núcleos populacionais ou reativam outros. 
ESTA EH A BANDEIRA DA CIDADE DE CAMPO GRANDE, MATO GROSSO DO SUL
ESTE EH O BRASÃO DO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE, MATO GROSSO DO SUL

VALEU PELA VISITA - SEMPRE VOLTE


Fonte / Fotos = IBGE / Thymonthy Becker / Governo de Campo Grande, MS / Wikipédia / viagemeturismo.abril.com.br / 

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