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FERNANDO DE NORONHA (Distrito Estadual), PERNAMBUCO - O santuário Ecológico mais importante do mundo




CONHEÇA O DISTRITO ESTADUAL DE "FERNANDO DE NORONHA", PERNAMBUCO, BRASIL

O patrimônio cultural, não reconhecido nem valorizado em todos esses anos, é atualmente objeto de atenções, nas propostas que começaram a tornar forma, visando restaurar e requalificar tudo aquilo que for possível de intervenção. 
Gentílico: noronhense
foto - Felipe Gofmam
A expedição estava sob o comando geral do capitão Gonçalo Coelho e levou o aventureiro italiano Américo Vespúcio a bordo, sendo que escreveu um relato sobre ele. A nau capitânia da expedição atingiu um recife e naufragou perto da ilha e a tripulação e a carga tiveram que ser resgatados. Sob ordens de Coelho, Vespúcio ancorou na ilha e passou uma semana lá, enquanto o resto da frota de Coelho ficou ao sul. Em sua carta a Piero Soderini, Vespúcio descreve uma ilha desabitada e relata o seu nome coma "ilha de São Lourenço" (10 de agosto é o dia da festa de São Lourenço, era um costume de explorações portuguesas nomearem locais de acordo com o calendário litúrgico).
foto - Alex Uchoa
Programar uma viagem a Fernando de Noronha, pode significar a realização de um sonho da maioria dos brasileiros. No Arquipélago, se tem a sensação de estar em uma parte do Brasil que deu certo, são 17 quilômetros quadrados à 545 km da costa pernambucana, onde vive uma população de apenas 3.500 habitantes e o turismo é desenvolvido de forma sustentável, criando a oportunidade do encontro equilibrado do homem com a natureza em um dos santuários ecológicos mais importantes do mundo.
foto - Marcelo Maragne
Vir a Noronha requer no mínimo 5 dias, para usufruir dos inúmeros atrativos naturais e vivenciar um pouco da história da nossa colonização. São inúmeras as opções de atividades e passeios, que atendem a todos os públicos e oferecem ao visitante a chance de ver todas as belezas naturais das ilhas.
O Arquipélago de Fernando de Noronha é formado por vinte e uma ilhas, numa extensão de 26 km², tendo uma principal - a maior de todas também chamada "Fernando de Noronha" -, como única ilha habitada. As demais estão contidas na área do Parque Nacional Marinho e são desabitadas, só podendo ser visitadas com licença oficial do IBAMA
A ilha principal, possui 17 km², com cerca de 10 km de comprimento e 3,5 km de largura máxima. Seu perímetro é de, aproximadamente, 60 km. É acidentada, com diversas elevações, destacando-se o Morro do Pico, com 323 m de altura; o Morro do Espinhaço, com 223 m; o Morro do Francês, com 195 m; o Alto da Bandeira, com 160 m; o Morro do Curral, com 126 m; e o Morro de Sto. Antônio, com 105 m.
foto - Antônio Melcop
Nesta ilha estão os sítios históricos (Vila dos Remédios, Vila da Quixaba, ruínas dos Fortes de São Pedro do Boldró, de Sto. Antonio, de N.Sª da Conceição e Parque de Sant'Ana), as vilas residenciais de civis, a vila do Departamento de Proteção ao Vôo da Aeronáutica, o Aeroporto, a Creche, a Escola, o Hospital, a Usina Elétrica Tubarão, a Usina de Tratamento d'água Piraúna, a Usina de Dessalinização, a Usina de Tratamento de Lixo e os serviços de Telefonia.
foto - Alex Uchoa
Parte dessa ilha é Parque Nacional Marinho desde 1988, havendo uma divisão espacial identificada como Área de Proteção Ambiental - APA, com aproximadamente 08 km², e Área do PARNAMAR / FN, com 112,7 Km², incluindo-se aqui a parte marítima, até onde o mar tiver 50 m de profundidade (isóbata).
Ao redor dessa ilha maior, outras pequenas ilhas, rochedos e ilhotas compõem o cenário decantado por estudiosos e trovadores. São as ILHAS SECUNDÁRIAS, sabendo-se hoje que todas essas ilhas estiveram ligadas, formando um só bloco, separado ao longo de milhões de anos devido à erosão marinha. Clique nos links abaixo para conhecer cada uma dessas ilhas.
Prepare-se para uma viagem de sonho: Fernando de Noronha tem o mais belo conjunto de praias do Brasil. Não é pouco, principalmente quando se trata de um país com mais de 7 000 km de litoral. Aqui, tudo é superlativo. Como a beleza inesquecível da Baía do Sancho, da Baía dos Porcos e da Praia do Leão. Inesquecível, também, é mergulhar com tartarugas marinhas, navegar lado a lado com golfinhos, observar o pôr do sol a partir das praias do Cachorro, do Meio ou do mirante do Boldró. Prepare-se, também, para uma viagem nada econômica.
A maioria das pousadas da ilha tem pouco conforto e preços altos, assim como os pratos mais básicos dos restaurantes, e as taxas ambientais e do Parque Nacional Marinho também aumentam essa conta. Mas não é disso que você vai se lembrar ao entrar no avião, quando voltar para casa. As praias, os golfinhos e as tartarugas e o pôr do sol darão conta de garantir um retorno com gostinho de quero mais.
COMO CHEGAR EM FERNANDO DE NORONHA, PE
Há voos para Fernando de Noronha partindo de Natal e Recife – a viagem leva aproximadamente 1h20. Na chegada, você evita uma fila razoável se já tiver pago a taxa ambiental obrigatória pela internet (R$ 48,20 por dia; no site oficial). Hotéis e pousadas oferecem traslado grátis a partir do aeroporto.
COMO CIRCULAR 
A ilha não é extensa, mas não dá para circular só a pé. Nesse ponto, leva vantagem quem fica na Vila dos Remédios, em Floresta Nova ou no Sueste, por conseguir chegar caminhando até a praia. Para ter liberdade total, o ideal é alugar um bugue – a diária custa entre R$ 150 e R$ 200 e a gasolina (a mais cara do Brasil, R$ 4,78 o litro) fica por conta do visitante.
Novidade: as bicicletas elétricas, disponíveis para aluguel nos Postos de Informação e Controle (PICs) das praias do Sancho e Sueste e no Centro de Visitantes do Parque Nacional Marinho, ao lado do ICMBio, na Vila do Boldró (R$ 25, das 8h às 18h) – você pode alugar num posto e devolver em outro, sem custo adicional. Também há táxis-bugues (Nortax, 3619-1314), que cobram de R$ 15 a R$ 37 pela corrida. Pelos 7 km da BR-363 circulam micro-ônibus (R$ 3) que ligam, a cada 30 minutos, o Porto de Santo Antônio ao Sueste. O velho e bom hábito de pegar carona é comum pela ilha – segurança não é problema.
UM DIA PERFEITO 
Começa por volta das oito da manhã, no Porto de Santo Antônio. Dali parte o Passeio de Barco que costeia o Mar de Dentro de ponta a ponta. No caminho, duas atrações imperdíveis: golfinhos nadando ao lado do barco e mergulho na BaÍa do Sancho. Um almoço no Varanda, na Vila do Trinta, pode ter como sequência um relax nas praias da Conceição, do Meio ou do Cachorro – de qualquer uma você observa o lindo pôr do sol da ilha. Um jantar no o Pico pode fechar bem o dia.
ONDE FICAR 
A rede hoteleira de Noronha oferece de tudo, de hospedagens confortáveis a pousadas familiares, com serviço mais informal. A maioria conta com TVs de LCD, frigobar e ar-condicionado silencioso. Leve em conta a localização na hora de fazer a reserva. Nas vilas do Trinta e Floresta Velha há mercadinhos por perto, mas a praia fica mais distante. Quem fica em Floresta Nova e na Vila dos Remédios (o centrinho da ilha) consegue, fazendo caminhadas um pouco puxadas, chegar às praias do Cachorro, do Meio e da Conceição.
É TUDO VERDADE 
A Econoronha reduziu em 50% o consumo de garrafas pet na ilha vendendo squeezes, que você abastece com água no Boldró (Centro de Visitantes do Parque Nacional), Sancho ou Sueste. No squeeze, 700 ml custam R$ 3 (sem ele, uma garrafa de 500 ml chega a R$ 5).
ONDE COMER 
Peixes, frutos do mar e preços altos estão em quase todos os cardápios de Fernando de Noronha. Grande parte dos produtos vem do continente, o que inflaciona a conta. Na hora de escolher o prato, pergunte pelo peixe mais fresco, pescado nos arredores da ilha. O programa mais famoso é o Festival Gastronômico da Pousada do Zé Maria; o mais inusitado, o surpreendente Palhoça da Colina. A melhor opção “econômica” é o Flamboyant, na entrada da Vila dos Remédios, pertinho da BR.
LUGARZINHO 
Loja de roupas, café e restaurante, O Pico tem um dos ambientes mais bacanas da ilha. Há uma parede inteira com xilogravuras de J. Borges feitas especialmente para Fernando de Noronha – as figuras estão à venda, assim como algumas peças de artesanato e decoração.
O GUIA RECOMENDA 
Quatro dias - Além da Baía do Sancho, outras duas praias cinco estrelas devem entrar na sua programação: Baía dos Porcos e Praia do Leão. Um tour a pé pela parte histórica da Vila dos Remédios, o centrinho de Noronha, leva ao menos meio dia: pelo caminho estarão a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, o Memorial Noronhense, as ruínas da Fortaleza e a Arte Noronha, que vende de artesanato a livros de fotos sobre a ilha.
Coloque na agenda, também, um passeio de Prancha Submarina, uma visita ao Projeto Tamar, um Mergulho Livre na Baía do Sueste, para ver tartarugas marinhas, e um Mergulho com cilindro (atividade que deve ser feita com ao menos 24h de antecedência em relação ao seu voo de volta). Reserve uma das noites para jantar no Palhoça da Colina, que serve peixe assado na folha de bananeira.
FOTOGRAFIA 
Ao explorar a Vila dos Remédios, não deixe de caminhar até as ruínas da fortaleza. Lá do alto, à esquerda você enquadra o Morro do Pico, as praias do Meio e da Conceição e até o Morro Dois Irmãos. À direita, os barcos atracados no porto e as ilhas secundárias.
VIDA NOTURNA 
O forró do Bar do Cachorro, às sextas, é um clássico; e o Espaço Cultural Muzenza, ao lado da igreja, é famoso pelo reggae das quintas – ambos têm programação para a semana toda. O Bar do Meio promove sua festa aos domingos (das 16h à 0h), com música eletrônica.
QUANDO IR 
As diárias ficam mais baratas entre março e junho, quando chove mais (o que não costuma atrapalhar os passeios). Entre setembro e outubro, o mar é perfeito para mergulhos. E, de dezembro a fevereiro, as ondas favorecem os surfistas.
Por Eduardo Cordeiro
VEJA OS PREÇOS ”APROXIMADOS” DE ALGUMAS POUSADAS.
Beco de Noronha (diárias a R$ 472 o casal com café) – Tem apenas quatro apartamentos caprichados e espaços comuns gostosos, como jardim japonês com futon.
Estrela do Mar (diárias de R$ 392 a R$ 420 o casal com café) – Os chalés têm boas camas e tevê, ar condicionado, terraço e rede na varanda. Há boa área verde, mas falta piscina.
foto - Alex Uchoa
Pousada Mar Aberto (diárias a R$ 350) – Pousada simples, com decoração de troncos, galhos e folhas e uma micro piscina de fibra. 
Pousada da Filó (diárias de R$ 254 e R$ 549) – É uma pousada domiciliar, simplesinha mas muito ajeitada, com piscina e um visual lindo do Morro do Pico.
Pousada da Bel (diárias desde R$ 200) – Outra domiciliar, com quartos simples equipados com ar, TV e frigobar. O café da manhã é bem gostoso.
(estes valores foram retirados do site: www.fernandodenoronhabrasil.blogspot.com)
TERRITÓRIO FEDERAL DE FERNANDO DE NORONHA, BRASIL
População estimada 2016 (1) - 2.974
Área da unidade territorial 2015 (km²) - 17,017
Densidade demográfica 2010 (hab/km²) - 154,55
Código do Município 2605459
Gentílico - noronhense
Gentílico: noronhense
Histórico
Fernando de Noronha Pernambuco - PE 
HISTÓRICO DO DISTRITO DE FERNANDO DE NORONHA, PE
Do fogo surgiu o paraíso: o arquipélago de Fernando de Noronha, um vulcão extinto há milhões de anos, o topo de uma cadeia de montanhas submersas " a Dorsal Mediana" do Atlântico São 21 ilhas, ilhotas e rochedos, com uma área total de 26 km, a 360 km de Natal (RN) e 545 km do Recife (PE) e 2.600 km do continente africano. A ilha principal, a única habitada, tem 17 km de extensão e nela se concentram todas as atividades sócio-econômicas do arquipélago;
Foi descoberto em 10 de agosto de 1503, pela navegador Américo Vespúcio, participante da 2 Expedição Exploradora, comandada por Gonçalo Coelho e financiada pelo fidalgo português Fernão de Loronha, no dia em que ocorreu o 1° naufrágio do Brasil, nas proximidades da ilha A descoberta condicionou a doação da ilha, pelo Rei de Portugal, em 1504, ao financiador da expedição, vindo daí o seu nome. A doação foi em forma de Capitania Hereditária (a 1 do Brasil, 30 anos antes da implantação do regime no Brasil).
O donatário jamais tomou posse de suas terras que, abandonadas, atraíram as atenções de muitos povos, dentre os quais os alemães (que a abordaram em 1534), os franceses (também em abordagens em 1556, 1558 e 1612), os ingleses (em 1577), o holandeses ( que nela se fixaram por 25 anos, entre 1629 e 1654) e os franceses (que aí viveram um ano, entre 1736 e 1737).
Após mais de dois séculos de abordagens e ocupações temporárias, Portugal resolveu reocupar e colonizar a ilha, em 1737, através. Da capitania de Pernambuco. Para isso um sistema de defesa foi implantado, com dez fortificações estrategicamente posicionadas, para a defesa de todas as praias onde pudesse ocorrer desembarques. Também foram construídos dois núcleos urbanos para o funcionamento de uma Colônia Correcional para presos comuns vindos de Pernambuco: a Vila dos Remédios e a Vila da Sambaquixaba ou da Quixaba. Em diversos períodos políticos nacionais também foram aí abrigados presos políticos, como os ciganos do Brasil (em 1739), os farroupilhas (em 1844) e os capoeiristas (em 1890). Em 1938 a ilha foi requisitada pela União para tornar-se oficialmente um Presídio Político.
Em 1942 tornou-se um Território Federal, administrado por militares (Exército até 1981, Aeronáutica até 1986; EMFA até 1987) e pelo Ministério do Interior MINTER até 1988, quando se deu a reintegração a Pernambuco. Também em 1942 instalou-se na ilha uma base avançada da II Guerra Mundial (Departamento Misto) e uma base americana de cooperação de guerra. Os americanos voltariam a viver em Noronha no período de 1957 / 1965, conduzindo um Posto de Observação de Mísseis Teleguiados.
Hoje Fernando de Noronha é um Distrito Estadual, administrado por Pernambuco, com uma população remanescente dos diversos períodos vividos, acrescida daqueles que para aí vieram pelas mais diversas razões. Descendentes de presos comuns ou políticos, de guardas, de militares ou pessoas que para lá foram destacadas para prestarem serviços, acompanharem companheiros ilhéus ou simplesmente fazer turismo, compõem essa população, que chega a 2.500 pessoas, vivendo principalmente do Turismo.
BANDEIRA DO DISTRITO ESTADUAL DE FERNANDO DE NORONHA, PE 
BRASÃO DO DISTRITO ESTADUAL DE FERNANDO DE NORONHA, PE

VALEU PELA VISITA - SEMPRE VOLTE



fonte / fotos = prefeitura municipal do Distrito de Fernando de Noronha / IBGE /  viajeaqui.abril.com.br / Thymonthy Becker / Divulgação / Governo de Pernambuco / 

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