segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

CACHOEIRA PONTE DE FERRO, DIVINÓPOLIS, MINAS GERAIS - Sonhos contados, lendas espalhadas, amores perdidos, romances que começaram; na garupa de uma bicicleta




CONHEÇA O DISTRITO DE "CACHOEIRA PONTE DE FERRO", MINAS GERAIS, BRASIL, COMO SE ESTIVESSE NA JANELA DO TREM
BEM VINDO A CACHOEIRA PONTE DE FERRO, QUE FOI O PARAÍSO DOS PESCADORES.
foto - Thymonthy Becker 
O POVOADO DE CACHOEIRA PONTE DE FERRO PERTENCE A CIDADE DE DIVINÓPOLIS, NO CENTRO OESTE DO ESTADO DAS MINAS GERAIS.
POSSUI APROXIMADAMENTE 40 HABITANTES (FONTE: MORADOR)
O POVOADO FICA AS MARGENS DA BR 494 ENTRE DIVINÓPOLIS MARILÂNDIA.
CACHOEIRA PONTE DE FERRO ESTA À 770 QUILÔMETROS DE BRASÍLIA (DF)
À 140 QUILÔMETROS DA CAPITAL MINEIRA (BH)
E À 10 QUILÔMETROS DE DIVINÓPOLIS.
Fonte: Google Mapas
AS MISSAS NESTE POVOADO SÃO CELEBRADAS UMA VEZ POR MÊS. SEMPRE NA SEXTA FEIRA POR VOLTA DO DIA 20.
TODOS OS ANOS, NO DIA DE SÃO PEDRO (29 DE JUNHO) OU NO PRIMEIRO SÁBADO APÓS ESTE DIA, SE O MESMO NÃO CAIR NO SÁBADO, ACONTECE AQUI AS BARRAQUINHAS E QUERMESSES.
TEM CONCURSO DE DANÇAS, COMIDAS TÍPICAS, QUADRILHAS E MUITAS OUTRAS ATRAÇÕES.
VALE A PENA VOCÊ VIR AQUI E CONHECER ESTA COMUNIDADE QUE FICA AS MARGENS DA RODOVIA BR 494 PRÓXIMO A DIVINÓPOLIS NO SENTIDO PARA MARILÂNDIA, CARMO DA MATA E OLIVEIRA.
AQUI PODEMOS VER A IGREJA DO CRISTO REI.
foto - Thymonthy Becker 
ESTE EH O INTERIOR DA IGREJA DO CRISTO REI.
foto - Thymonthy Becker 
A IMAGEM DO CRISTO REI
foto - Thymonthy Becker 
AQUI O ALTAR DA IGREJA
foto - Thymonthy Becker 
AQUI O LOCAL ONDE SE FAZ APRESENTAÇÕES QUANDO DE FESTAS REALIZADAS NO POVOADO.
foto - Thymonthy Becker 
AQUI O PESSOAL FAZ AS BARRAQUINHAS, QUERMESSES, DANÇA QUADRILHA E OUTRAS FESTIVIDADES QUE GERALMENTE OCORREM EM JUNHO.
foto - Thymonthy Becker 
O CARRO DO BATENTE NA AVENIDA DE ACESSO A IGREJA
foto - Thymonthy Becker 
A AVENIDA DE ACESSO A IGREJA E AO SALÃO DE FESTAS.
foto - Thymonthy Becker 
A AVENIDA SAINDO PARA A BR 494
foto - Thymonthy Becker 
A IGREJA NO CONTEXTO DA PRAÇA QUE A CERCA
foto - Thymonthy Becker 
AQUI A SAÍDA DO POVOADO PARA A BR 494 NO SENTIDO OLIVEIRA
foto - Thymonthy Becker
AQUI PODEMOS VER ALGUMAS CASAS DO OUTRO LADO DA BR
foto - Thymonthy Becker 
AQUI A RUA DE ACESSO AS RESIDÊNCIAS DO POVOADO
foto - Thymonthy Becker 
EH EM MEIO A ESTA PAISAGEM QUE O PESSOAL DAQUI MORA. MUITO LEGAL.
foto - Thymonthy Becker 
AQUI O PONTO DE ÔNIBUS DO POVOADO
foto - Thymonthy Becker 
UMA DAS RESIDÊNCIAS DO LOCAL
foto - Thymonthy Becker 
CASAS ENTRE ÁRVORES
foto - Thymonthy Becker 
RUA DE ACESSO AO RIO
foto - Thymonthy Becker  
OUTRAS CASAS DO LOCAL
foto - Thymonthy Becker  
AS ÁRVORES COMO SE FOSSEM GUARDIÕES DA ESTRADA
foto - Thymonthy Becker  
UM JARDIM DO LADO DE FORA DO MURO
foto - Thymonthy Becker  
A BR 494 PASSANDO PELO POVOADO
foto - Thymonthy Becker  
AQUI UMA PEQUENA PRAÇA
foto - Thymonthy Becker   
O TELEFONE COMUNITÁRIO
foto - Thymonthy Becker  
AQUI A SEDE DO CONSELHO COMUNITÁRIO RURAL DO POVOADO E A PRAÇA EM VOLTA DESTE.
foto - Thymonthy Becker 
AQUI O CACHORRO EH BRAVO.
foto - Thymonthy Becker 
A SEDE DO CONSELHO NOVAMENTE.
foto - Thymonthy Becker 
ESTA EH A CENA NA FRENTE DO CONSELHO COMUNITÁRIO RURAL.
foto - Thymonthy Becker 
OLHA O CARRO DO BATENTE NA PRAÇA DO CONSELHO COMUNITÁRIO.
foto - Thymonthy Becker 
AQUI A RUA DE ACESSO AO CONSELHO COMUNITÁRIO
foto - Thymonthy Becker 
ENTÃO VOCÊ ACABOU DE CONHECER O POVOADO DE CACHOEIRA PONTE DE FERRO. ANTIGAMENTE ERA CONHECIDO SÓ DE PONDIFERRO.
OS PESCADORES VINHAM MUITO AQUI PESCAR. DAVA MUITO PEIXE.
ERA CONHECIDO COMO PONTE DE FERRO, PORQUE TINHA UMA PONTE DE FERRO POR ONDE O TREM PASSAVA E OS PESCADORES PESCAVAM DEBAIXO DELA.
MEU PAI ERA UM DOS QUE VINHAM PESCAR AQUI QUASE TODAS AS SEMANAS.
AS VEZES ELE TRAZIA A GENTE. A GENTE, ERA EU E UM OU DOIS IRMÃOS MEU, NÓS ERAMOS DEZOITO IRMÃOS, MAS ELE SÓ TRAZIA UNS TRÊS IRMÃOS, MAIS A MINHA MÃE.
NÓS VINHAMOS DE BICICLETA. UM DIRIGINDO, OUTRO NA GARUPA E OUTRO NO QUADRO. ERAM DUAS BICICLETAS.
PARÁVAMOS DE VEZ EM QUANDO PORQUE A PERNA FICAVA COM "FORMIGUINHA". AI TINHA QUE DESCER E A GENTE CUSTAVA A FICAR DE PÉ.
ÍAMOS PELA LINHA DO TREM, PORQUE NÃO TINHA SUBIDA.
A GENTE SEMPRE VIA UMA IGREJINHA QUE JURAVA QUE ERA A DO BAIRRO ONDE A GENTE MORAVA. PORQUE ERA EXATAMENTE IGUAL. MAIS MEU PAI NUNCA DIZIA PRA GENTE SE ERA ELA OU NÃO.
QUANDO A GENTE CHEGAVA NA PONTE DE FERRO, A PRIMEIRA COISA QUE NÓS, EU E MEU IRMÃO, QUERIA FAZER ERA COMER OS LANCHES QUE MINHA MÃE LEVAVA. A GENTE JÁ CHEGAVA COM FOME.
MEU PAI IA PESCAR E MINHA MÃE E MEUS IRMÃOS ÍAMOS NADAR NO RIO. EH QUE TINHA UMAS PEDRAS ALI QUE FORMAVAM UMAS LAGOAS PEQUENA QUE ERA BOA PRA NADAR.
GERALMENTE NÓS ÍAMOS NO SÁBADO PARA A PONTE DE FERRO. ERA MUITO BOM.
A PONTE DE FERRO NEM EXISTE MAIS. ELA FOI TIRADA E COLOCADA OUTRA NO LUGAR QUE NEM EH DE FERRO. MAIS O NOME FICOU. E ATÉ HOJE LÁ EH CONHECIDO COMO PONTE DE FERRO. O NOME CACHOEIRA EH POR CAUSA DAQUELAS PEDRAS QUE EU FALEI ONDE A GENTE NADAVA. ERA UMA PEQUENA CACHOEIRA.
ENTÃO EH ISSO. ESTE LUGAR TRÁS MUITAS LEMBRANÇAS BOAS DE QUANDO EU ERA PEQUENO AINDA E IA COM MEU PAI E MINHA MÃE PESCAR NA PONTE DE FERRO. NA VERDADE EU NÃO PESCAVA, NEM GOSTAVA. MAS ERA LEGAL NADAR NO RIO E COMER LANCHES QUE MINHA MÃE FAZIA SÓ QUANDO A GENTE IA LÁ.
NA IDA OU NA VOLTA, A GENTE SEMPRE ENCONTRAVA COM OUTROS PESCADORES INDO DE BICICLETA OU A PÉ MESMO.
DEIXEI DE IR LÁ, NESTA PONTE DE FERRO, QUANDO DEIXEI DE SER CRIANÇA. E ATÉ ENTÃO, NUNCA MAIS VOLTEI. MAS SEMPRE QUE PASSO ALI NA RODOVIA, LEMBRO DESTE TEMPO, MUITO BOM POR SINAL, EM QUE A GENTE IA DE BICICLETA PESCAR NA CACHOEIRA, DEBAIXO DA PONTE DE FERRO.
SE UM DIA VOCÊ PASSAR POR ALI, DÊ UMA PARADINHA E VIVA UM POUCO DA EMOÇÃO DE ESTAR NUM LUGAR QUE TEM MUITAS HISTÓRIAS DE VIDA, MUITOS SONHOS CONTADOS, MUITAS LENDAS DE PESCADORES ESPALHADAS NO AR, MUITOS AMORES PERDIDOS, MUITOS ROMANCES QUE COMEÇARAM, MUITAS SAUDADES DOS QUE PARTIRAM E AS MELANCOLIAS DOS QUE FICARAM. PORQUE ONDE QUER QUE PASSAMOS, DEIXAMOS COMO MARCA DE NOSSA PASSAGEM, A SAUDADE OU A TRISTEZA, QUE O TEMPO, EM TEMPO ALGUM, CONSEGUIRÁ APAGAR.
ATÉ MAIS VÊ ENTÃO. UM DIA DESSES QUALQUER A GENTE PODE ATÉ SE ENCONTRAR NUM CANTINHOS DE MINAS.

(Texto: Thymonthy Becker)

fotos / fonte = Thymonthy Becker / IBGE / 


THYMONTHY BECKER COMUNICAÇÃO

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